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LEMBREMO-NOS SEMPRE DO AMOR DE CRISTO

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Das Obras de Santa Teresa de Jesus, virgem.

Com tão bom amigo presente, com tão esforçado chefe, tudo se pode sofrer. Serve de ajuda e dá reforço; a ninguém falta. É amigo verdadeiro. Sempre tenho visto claramente que, para contentarmos a Deus e para que nos faça ele mercês, quer que seja por intermédio desta humanidade sacratíssima, na qual declarou Sua Majestade ter posto suas complacências.

É o que muitíssimas vezes e muito bem tenho visto por experiência, e também mo disse o O Êxtase de Santa Teresa, Bernini, 1645-52, Capela Cornaro[8]Senhor. Tenho compreendido claramente que por esta porta havemos de entrar, se quisermos que nos mostre grandes segredos a soberana Majestade. De modo que não se queira outro caminho, ainda que se esteja no cume da contemplação. Por aqui se vai seguro. É por meio deste Senhor nosso que nos vêm todos os bens. Ele ensinará o caminho: contemplemos sua vida, porque não há modelo melhor.

O que mais queremos, do que ter a nosso lado tão bom amigo, que não nos deixará nos trabalhos e nas tribulações, como fazem os amigos deste mundo? Bem-aventurado quem o amar de verdade e sempre o trouxer junto de si. Olhemos o glorioso São Paulo de cujos lábios, por assim dizer, não saía senão o nome de Jesus, tão bem gravado o tinha no coração. Desde que entendi isto, tenho considerado atentamente alguns santos, grandes contemplativos, tais como São Francisco, Santo Antônio de Pádua, São Bernardo, Santa Catarina de Sena. Com liberdade havemos de andar neste caminho, entregues às mãos de Deus. Se Sua Majestade quiser elevar-nos à categoria de seus íntimos e confidentes dos seus segredos, vamos de boa vontade.

Quando pensarmos em Cristo, sempre nos lembremos do amor com que nos concedeu tantas graças e da grande ternura que nos testemunhou em nos dar tal penhor do muito que nos ama, pois amor pede amor. Procuremos sempre ir considerando estas verdades e estimulando-nos a amar. Porque, uma vez que nos conceda o Senhor a graça de que este amor nos seja impresso no coração, tudo nos será mais fácil: faremos grandes coisas muito depressa e com pouco trabalho.

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XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, na liturgia deste vigésimo oitavo Domingo do Tempo Comum somos chamados a responder com generosidade ao Amor de Deus (cf. Mc 10,17-30). Meditemos e rezemos, pedindo ao Senhor a graça de amá-lo de todo o coração.

Depois de ser questionado sobre o que alguém deve fazer para ser salvo, Jesus responde indicando o caminho dos mandamentos. De fato, o caminho da nossa salvação passa pelos mandamentos como condição indispensável. Ao mesmo tempo, sabemos que só nos jesus-e-o-jovem-ricotornamos capazes de vivê-los com o socorro da Grada de Deus. Porém, este é só o começo da vida cristã. Nós somos chamados a muito mais: nossa vocação é a santidade. Nas palavras do Concílio Vaticano II: “os cristãos de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” [1].

E o caminho para a realização desta vocação universal pode ser vislumbrado na resposta do Senhor à réplica de seu interlocutor: “Jesus olhou para ele com amor, e disse: ‘Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!’” (Mc 10,21). Vemos, em primeiro lugar, como sempre, o Amor de Deus revelado no olhar de Jesus. E este Amor generoso, capaz de ir até às últimas consequências na Cruz, convida a uma resposta que deve ser, também ela, generosa.

Ou seja, não se trata mais do mínimo. Trata-se do que podemos fazer, na força do Espírito Santo, para ser perfeitos. Sem dúvida, não é possível chegar à perfeição da caridade guiando-se por mesquinharias, buscando fazer só o mínimo. Todo amor, se quer crescer e amadurecer, não pode ser fundamentado sobre a busca egoística do não-se-doar. Alguém consegue imaginar Sta. Teresinha do Menino Jesus ou S. Pio de Pietrelcina, ou qualquer outro santo, no seu dia-a-dia, guiando suas escolhas pelo mínimo indispensável? Deixemos, então, que estes grandes modelos nos ensinem.

“Queres então saber de mim por qual motivo e em que medida devemos amar a Deus? – escreve S. Bernardo de Claraval. Bem, digo que o motivo de nosso amor por Deus é o próprio Deus, e que a medida desse amor é amar sem medida” [2].

Rezemos, pedindo a intercessão de Nossa Senhora, aquela que soube perfeita e generosamente amar a Deus: À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

 

[1] Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, 40.

[2] São Bernardo de Claraval, Tratado sobre o amor de Deus.

A RESPONSABILIDADE DO MINISTÉRIO PASTORAL

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Das homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa.

Ouçamos o que diz o Senhor aos pregadores enviados: A messe é grande, mas poucos os operários. Rogai, portanto, ao Senhor da messe que envie operários a seu campo. São poucos os operários para a grande messe (Mt 9,37-38). Não podemos deixar de dizer isto com imensa tristeza, porque, embora haja quem escute as boas palavras, falta quem as diga. Eis que o mundo está cheio de sacerdotes. Todavia na messe de Deus é muito raro encontrar-se um operário. Recebemos, é certo, o ofício sacerdotal, mas não o pomos em prática.

Pensai, porém, irmãos caríssimos, pensai no que foi dito: Rogai ao Senhor da messe que envie operários a seu campo. Pedi vós por nós para que possamos agir de modo digno de 896d0696cevós. Que a língua não se entorpeça diante da exortação, para que, tendo recebido a condição de pregadores, nosso silêncio também não nos imobilize diante do justo juiz. Com frequência, por maldade sua, a língua dos pregadores se vê impedida. Por sua vez, por culpa dos súditos, muitas vezes acontece que seus chefes os privem da palavra da pregação.

Por maldade sua, com efeito, a língua dos pregadores se vê impedida, como diz o salmista: Deus disse ao pecador: Por que proclamas minhas justiças? (Sl 49,16). Por sua vez, por culpa dos súditos, cala-se a voz dos pregadores. É o que o Senhor diz por Ezequiel: Farei tua língua aderir a teu palato e ficarás mudo, como homem que não censura, porque é uma casa irritante (Ez 3,26). Como se dissesse claramente: A palavra da pregação te é recusada porque, por me exacerbar com suas ações, este povo não é digno de escutar a verdade que exorta. Não é fácil saber por culpa de quem a palavra se furta ao pregador. Porque se o silêncio do pastor às vezes o prejudica, sempre causa dano ao povo, isto é absolutamente certo.

Há ainda outra coisa, irmãos caríssimos, que muito me aflige na vida dos pastores, mas para não pensardes talvez que vos faz injúria aquilo que vou dizer, ponho-me também debaixo da mesma acusação, embora me encontre neste posto não por minha livre vontade, mas impelido por estes tempos calamitosos.

Vimos a nos envolver em negócios externos. Um cargo nos foi dado pela consagração e, na prática, damos prova de outro. Abandonamos o ministério da pregação e, reconheço-o para pesar nosso, chamam-nos de bispo a nós que temos a honra do nome, não o mérito. Aqueles que nos foram confiados abandonam a Deus e nos calamos. Jazem em suas más ações e não lhes estendemos a mão da advertência.

Quando, porém, conseguiremos corrigir a vida de outrem, se descuramos a nossa? Preocupados com questões terenas, tornamo-nos tanto mais insensíveis interiormente quanto mais parecemos aplicados às coisas exteriores.

Por isso e com razão, a respeito de seus membros enfraquecidos, diz a santa Igreja: Puseram-me de guarda às vinhas; minha vinha não guardei (Ct 1,6). Postos como guardas às vinhas de modo algum guardamos a nossa porque, enquanto nos embaraçamos, com ações exteriores, não damos atenções ao ministério de nosa ação verdadeira.

A DEVOÇÃO A MARIA É FONTE DE VIDA CRISTàPROFUNDA

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Da Homilia na Dedicação da Basílica Nacional de Aparecida, do papa João Paulo II.

“Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!”

Desde que pus os pés em terra brasileira, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, na ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, uma saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu Filho Jesus no momento extremo da sua vida para ser nossa Mãe.

Sim, amados irmãos e filhos, Maria, a Mãe de Deus, é modelo para a Igreja, é Mãe para os remidos. Por sua adesão pronta e incondicional à vontade divina que lhe foi revelada, torna-se Mãe do Redentor, com uma participação íntima e toda especial na história da imagessalvação. Pelos méritos de seu Filho, é Imaculada em sua Conceição, concebida sem a mancha original, preservada do pecado e cheia de graça.

Ao confessar-se serva do Senhor (Lc 1,38) e ao pronunciar o seu sim, acolhendo “em seu coração e em seu seio” o mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Maria nos aponta as vias da salvação, vias que convergem todas para Cristo, seu Filho, e para a sua obra redentora.

Maria nos leva a Cristo, como afirma com precisão o Concílio Vaticano II: “A função maternal de Maria, em relação aos homens, de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácia. E de nenhum modo impede o contato imediato dos fiéis com Cristo, antes o favorece”.

Mãe da Igreja, a Virgem Santíssima tem uma presença singular na vida e na ação desta mesma Igreja. Por isso mesmo, a Igreja tem os olhos sempre voltados para aquela que, permanecendo virgem, gerou, por obra do Espírito Santo, o Verbo feito carne. Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis, pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização? Assim, a “Estrela da Evangelização”, como a chamou o meu Predecessor Paulo VI, aponta e ilumina os caminhos do anúncio do Evangelho. Este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto humano de bem-estar e felicidade temporal. Tem certamente incidências na história humana coletiva e individual, mas é fundamentalmente um anúncio de libertação do pecado para a comunhão com Deus, em Jesus Cristo. De resto, esta comunhão com Deus não prescinde de uma comunhão dos homens uns com os outros, pois os que se convertem a Cristo, autor da salvação e princípio de unidade, são chamados a congregar-se em Igreja, sacramento visível desta unidade humana salvífica.

Por tudo isto, nós todos, os que formamos a geração hodierna dos discípulos de Cristo, com total aderência à tradição antiga e com pleno respeito e amor pelos membros de todas as comunidades cristãs, desejamos unir-nos a Maria, impelidos por uma profunda necessidade da fé, da esperança e da caridade. Discípulos de Jesus Cristo neste momento crucial da história humana, em plena adesão à ininterrupta Tradição e ao sentimento constante da Igreja, impelidos por um íntimo imperativo de fé, esperança e caridade, nós desejamos unir-nos a Maria. E queremos fazê-lo através das expressões da piedade mariana da Igreja de todos os tempos.

A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: Fazei o que ele vos disser (Jo 2,5). E, como outrora em Caná da Galileia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria: ela é sempre a “Mãe de Deus e nossa”.

 

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, na celebração do vigésimo sétimo Domingo do Tempo Comum a liturgia propõe para nossa reflexão, a partir do santo Evangelho, o tema da unicidade e indissolubilidade do matrimônio (cf. Mc 10,2-16). Abramos a nossa mente e o nosso coração para que não percamos mais esta oportunidade de nos deixarmos transformar pelo Senhor.

Pelas palavras do Senhor, vemos que o Matrimônio, tal qual Deus, nosso Pai, o criou (cf. Gn 2,18-24 – primeira leitura), e que Jesus elevou à dignidade de Sacramento, tem duas rosari12características essenciais: a unicidade, ou seja, uma relação exclusiva entre um só homem e uma só mulher; e a indissolubilidade, o que significa que não pode ser desfeito. E, por mais que a mídia nos queira fazer crer que o Papa Francisco alterou este ensinamento, ele não o fez – e, aliás, não tem autoridade para fazê-lo.

Entretanto, além das dúvidas que muitas pessoas têm sobre este tema, o que se vê é que este ensinamento, conservado na Igreja, causa verdadeiro escândalo no mundo e, infelizmente, entre os próprios católicos. Dizer que nós somos a favor do matrimônio monogâmico e indissolúvel, onde o casal é chamado a formar uma família aberta à vida para receber os filhos que Deus quiser enviar, hoje, beira quase o absurdo. E isso aponta para uma questão mais profunda: o nosso coração de pedra.

“Foi por causa da dureza do vosso coração” (Mc 10,5), diz o Senhor ao confrontar o antigo ordenamento da questão… Sim, meus irmãos, é a dureza do nosso coração que não nos permite compreender a beleza e a grandeza do chamado que Deus faz aos casais. É porque temos um coração de pedra, rígido e fechado no egoísmo e na busca de um bem-estar aqui e agora, que estamos tão afastados da vontade do Senhor. É porque, quando apegados a tantas mesquinharias, nos esquecemos que a nossa Vida “está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3), porque nos esquecemos que somos cidadãos do céu, que não somos capazes de compreender o grande mistério que é o matrimônio: ícone que aponta para as Núpcias do Cordeiro.

Então, em primeiríssimo lugar, precisamos rezar e pedir ao Senhor que, com Seu Espírito, vença a nossa dureza e nos abra à fé em tudo o que crê e ensina nossa Santa Mãe, a Igreja católica. Assim, providencialmente, celebraremos esta liturgia no dia de Nossa Senhora do Rosário. Peçamos a sua intercessão. Unidos à Bem-aventurada Virgem Maria, meditando os mistérios do Santo Rosário – por que não em família? – estaremos prontos para não desanimar ao percebermos como ainda estamos fechados à vontade do Senhor e como é difícil confiar nele.

Mas este domingo é também o dia em que vamos escolher, se as urnas eletrônicas nos permitirem, os nossos representantes para os próximos quatro anos. Escolher bem é o mínimo que podemos fazer pela nossa amada Terra de Santa Cruz. Mas não o suficiente. O melhor que podemos – e devemos – fazer é amar e defender nossas famílias, sobretudo nos seus membros mais frágeis, dando, assim, a nossa vida para que nossos filhos descubram a sua vocação e glorifiquem o Senhor, nosso Deus e Pai, no céu, por toda eternidade.

Rezemos. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

NO CORAÇÃO DA IGREJA SEREI O AMOR

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Da Autobiografia de Santa Teresa do Menino Jesus, virgem.

Meus imensos desejos me eram um autêntico martírio. Fui, então, às cartas de São Paulo a ver se encontrava uma resposta. Meus olhos caíram por acaso nos capítulos doze e treze da Primeira Carta aos Coríntios. No primeiro destes, li que todos não podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas, doutores, e que a Igreja consta de vários membros; os olhos não podem ser mãos ao mesmo tempo. Resposta clara, sem dúvida, mas não capaz 5ee19f2c89de satisfazer meu desejo e dar-me a paz.

Perseverei na leitura sem desanimar e encontrei esta frase sublime: Aspirai aos melhores carismas. E vos indico um caminho ainda mais excelente (1Cor 12,31). O Apóstolo esclarece que os melhores carismas nada são sem a caridade, e esta caridade é o caminho mais excelente que leva com segurança a Deus. Achara enfim o repouso.

Ao considerar o Corpo místico da Igreja, não me encontrara em nenhum dos membros enumerados por São Paulo, mas, ao contrário, desejava ver-me em todos eles. A caridade deu-me o eixo de minha vocação. Compreendi que a Igreja tem um corpo formado de vários membros e neste corpo não pode faltar o membro necessário e o mais nobre: entendi que a Igreja tem um coração e este coração está inflamado de amor. Compreendi que os membros da Igreja são impelidos a agir por um único amor, de forma que, extinto este, os apóstolos não mais anunciariam o Evangelho, os mártires não mais derramariam o sangue. Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno.

Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, celebramos o vigésimo sexto Domingo do Tempo Comum e a liturgia nos põe em contato com duras palavras do Senhor Jesus: além de não impor limites a quem faz o bem, Ele nos previne do escândalo – ou do risco de promovê-lo (cf. Mc 9,38-43.45.47-48). Aproximemo-nos do texto evangélico e nos deixemos tocar pelas palavras do Mestre.

Cortar mãos e pés e arrancar olhos (cf. Mc 9,43.45.47) não é, sem sombra de dúvida, uma indicação literal. Mas esta hipérbole nos deixa claro, como se vê na medicina, que para downloadsalvaguardar a vida é possível até extirpar alguns membros, por mais importantes que eles possam ser em si mesmos. Quem dirá, então, para entrar na Vida? Ou seja, para não perder a comunhão com Deus, nosso Pai todo amoroso, nós precisamos, com a ajuda da Sua Graça, nos afastar de certas circunstâncias, sobretudo das ocasiões de pecado.

Isso nos põe diante de importantes perguntas. Por exemplo: o que nós estamos dispostos a perder para estar com o Senhor? E mais: por que é tão difícil aceitar essas perdas no concreto de nosso cotidiano?

Talvez nos decepcionemos ao perceber que, na prática, não somos capazes de deixar muitas coisas por Jesus. Isso acontece porque a renúncia sempre traz o sofrimento, já que se refere sempre a algo que traz alguma satisfação (nem que seja pequena e efêmera). Porém, se não nos dispormos a suportar a falta desta ou daquela satisfação, abrimos ocasiões que podem nos levar a perder Aquele que é o sentido de tudo.

Então, se quisermos seguir Jesus, precisamos amá-lo mais; devemos amá-lo sobre todas as coisas. Sim, porque o amor faz “esquecer” a dor – encontramos bons exemplos nos casais que se amam verdadeiramente. O amor obscurece, àquele que ama, o preço que deve ser pago, simplesmente porque foca o bem do amado. E quem ama verdadeiramente quer estar perto da pessoa amada.

Que Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa, nos ensine a amar Jesus de tal forma que possamos repetir com São Nicolau de Flüe: “Meu Senhor e meu Deus, arrancai de mim mesmo tudo o que me impede de ir a Vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo aquilo que me conduz a Vós. Meu Senhor e meu Deus, tirai-me de mim mesmo e entregai-me todo a Vós”.

 

Publicado também em: facebook.com/bemdocoracao

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