Amigos do Communioscj, irmãos e irmãs em Cristo,

Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

É com grande alegria que iniciamos as atividades deste blog. Esperamos, com nossa partilha semanal, contribuir para o crescimento de todos os que, por ventura, os ventos da internet façam chegar até aqui.

Nesta primeira semana o santo que nos guia é S. Clemente Romano através da catequese que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, proferiu no dia 07 de março de 2007. Nela, o Santo Padre enfatiza que na carta de S. Clemente aos coríntios, único escrito que pode ser, sem dúvida, atribuído a ele, está o primeiro exercício do Primado do bispo de Roma.

Não queremos, aqui, aprofundar a questão da diferença entre o primado de honra e do primado de jurisdição e como o primeiro evoluiu para o segundo. Queremos ressaltar, apenas, que no final do século I (a carta é posterior ao ano 96) tanto os cristãos de Corinto quanto o próprio Clemente, tinham já a consciência de que a Igreja de Roma e o sucessor de Pedro (Clemente é o terceiro, depois de Lino e Anacleto) têm o primado e, portanto, presidem a caridade às demais Igrejas.

Isso é muito importante e, como nos disse Bento XVI, tem um valor perene, ainda mais para nós que vivemos num mundo em crise de autoridade. Tudo o que tenha o nome de autoridade é, ipso facto, questionado. No caso do Magistério eclesiástico isso chega à beira da sandice. Não são poucos os que têm orgulho suficiente para não simplesmente questionar – o que por vezes é necessário – mas para desprezar, ridicularizar e contrariar em seu dia a dia, sistematicamente, todas e cada uma das intervenções do Magistério em matéria de fé e moral. Qual, então, seria nossa referência?

A Igreja não é anárquica, nem mesmo uma simples estrutura política… Ela tem, como nos lembra Bento XVI, uma estrutura sacramental (que aponta para algo invisível) recebida como dom e da qual é responsável por zelar e fazer com que frutifique pela ação do Espírito Santo. Aí temos segurança para seguir os passos de nosso mestre e fundador, Jesus Cristo. Portanto, professemos nossa fé na Igreja – “creio na Igreja una, santa, católica e apostólica” – amemo-la de coração. Sigamos o sucessor de Pedro não apenas da boca para fora, mas com convicção e confiança.

Abraço e prece!

Até a próxima,

Fr. Lucas, scj.

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