Meus queridos amigos

Essa frase é de grande valia para aqueles que querem ser radicais e para aqueles que querem ser santos. Pois, a santidade é, segundo Clemente Romano,  a medida pelo apego aos santos. Nós temos uma comunidade interior que pode ser povoada pelos santos ou pelos nossos ídolos, o que Pe. Zezinho costuma falar:” os semi deuses da fé”. Estes não acrescentam em nada na vida. Por isso, vocês querem ser santos apeguem-se aos santos, tenham eles como os seus melhores amigos.

Existem muitos católicos por aí que querem ser santos, mas segue na verdade o seu deus da fé, uma pessoa  que está na caminhada e que nem chegou aos pés de uma Santa Teresinha ou de um São João da Cruz. Hoje, se vê muita gente seguindo os seus ídolos de microfone nas mãos e de palavras que fazem chorar. Se chorar em encontros e pregações ficasse santo, acho que teríamos muitos santos. Choro e lágrimas não mudam a vida de ninguém se não tiver conversão depois.

O que muda mesmo é seguir o exemplo de vida de alguém que deu a vida por aquilo que acredita. Estamos fartos de pregações comoventes e poucos mártires. Chega de palavras bonitas e pouca radicalidade. Uma pessoa madura exige pouco dos outros e doa mais da sua vida. Ser santo é seguir outro santo que provou com a sua vida, que Cristo é seu Deus e seu tudo.

Existe uma corrida dos “semi-deuses da fé” em serem reconhecidos e amados, mas não transformam a vida de ninguém. Temos que ter a vocação como a  de João Batista, de simplesmente apontar o cordeiro e sair de cena e, “perder a cabeça” por àquilo que acredita.

O que transforma a vida é a leitura dos santos. Querem ser santos? Sentem nos seus quartos e leiam a vida dos mártires do primeiro século, dos santos místicos e doutores da Igreja. Duvido que sua vida não mude! Pois, mudou a minha e de muitos que eu conheço. A agenda do cantor famoso e do pregador que faz chorar você sabe?! E o que fez Santa Perpétua e Felicidade você sabe? Você já leu sobre a vida de Raimundo Lulio, de São Gregório de Nissa e Evágrio Pôntico?

Não vejo outra maneira de levar a vida de Cristão a sério sem ter uma intimidade com a vida dos santos. Se nós somos católicos e podemos falar abertamente sobre isso, é porque tem muita gente que deu a vida por isso. Somos convidados a imitá-los com intrepidez, não com mediocridades. O que vocês estão esperando? “Apegai-vos ao santos”, se querem ser santos! “Far-me-ei santa,  sê-lo-ei depressa”, (Sta. Teresinha do Menino Jesus)

coragem!

Diác. Júlio Ferreira, SCJ

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