Vivat Cor Iesu!

Irmãos e irmãs sejam bem vindos mais uma vez ao CommunioSCJ! Continuamos, nesta semana, nosso projeto de acompanhar o Santo Padre em sua viagem pela história da Igreja através dos cristãos que deram certo: os santos. Desta vez, abrimos uma nova fase, a dos Padres Apologistas (ou Apologetas): pessoas que se dedicaram a defender (apologia = defesa) e difundir a fé cristã e nossos olhos se voltam para o mais antigo deles: S. Justino de Roma, filósofo que viveu entre os anos 100-165, quando morreu pela fé. Como sempre, isto se dará pela catequese que Bento XVI proferiu em 21/03/2007 (veja a catequese completa no link ao final do texto).

Na catequese de Bento XVI encontramos as seguintes palavras: “[Justino] procurou a verdade durante muito tempo, peregrinando por várias escolas da tradição filosófica grega. Finalmente – como ele mesmo narra nos primeiros capítulos do seu Diálogo com Trifão – um misterioso personagem, um idoso que ele encontrou à beira-mar, inicialmente provocou nele uma grande crise, demonstrando-lhe a incapacidade do homem de satisfazer apenas com as suas forças sua aspiração pelo divino. Depois indicou-lhe nos antigos profetas as pessoas a quem se dirigir para encontrar o caminho de Deus e a ‘verdadeira filosofia’. Ao despedir-se, o ancião exortou-o à oração, para que as portas da luz se lhe abrissem. O relato encobre o episódio crucial da vida de Justino: ao término de um longo itinerário filosófico de busca da verdade, ele chegou à fé cristã”. Experiência semelhante ocorreu com Santo Agostinho e outras figuras da Igreja: depois de procurarem em muitos lugares e pessoas, eles se encontraram com a Verdade na Pessoa de Jesus Cristo.

Essa experiência, acima referida, serve muito a nós, homens do século XXI. Entre tantas e tantas vozes, tantos profetas, tantos messias, tantas promessas de felicidade, tantas “filosofias” e ideologias, a questão se impõe também a nós: como encontrar a Verdade?

Sem dúvida precisamos aprender a aprender com a experiência dos outros. Ninguém é capaz de abarcar com sua experiência e pensamento todas as possibilidades que a realidade apresenta. É preciso, por isso, aprender com aqueles que já descobriram e trilharam o Caminho. Justino confiou naquele ancião à beira mar… Nós também temos uma anciã em quem confiar: a Igreja, que trouxe a fé até nós.

De fato, é uma imensa presunção e teimosia, uma grande prova de orgulho, não confiar na Igreja e ficar tentando descobrir por si o caminho da Verdade e, em última análise, do verdadeiro cristianismo. A estrada já está pronta, está pavimentada, duplicada, não tem pedágio, muitos já passaram por ela e, mesmo assim, alguns querem abrir picada no meio da mata com seu pequeno facão para descobrir o melhor caminho…

São Justino nos aponta o Caminho já no século II: as sementes do Verbo postas no coração de cada ser humano apontam para o Verbo em Si, Jesus de Nazaré, que se manifestou na história e é a Ele que devemos aderir se quisermos ser plenamente humanos – Ele mesmo é o Caminho. É preciso abrir o coração a Ele, encontrar-se pessoalmente com Ele e perseverar na amizade com Ele.

Portanto, tenhamos fé na Igreja, sigamos o exemplo dos santos, encontremo-nos com Cristo, depositemos nossa confiança e nossa vida nele e certamente seremos cada vez mais plenamente humanos.

Abraço e até a próxima!

BENTO XVI, Justino de Roma:

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20070321_po.html

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