Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

Sejam todos bem vindos ao CommunioSCJ! Nesta semana, o santo que orienta nossas reflexões é bastante desconhecido: Eusébio de Vercelli, bispo italiano do século IV, solidamente formado na fé nicena [1].

Eusébio nos recorda que os pastores, que estão no mundo, mas não são do mundo (cf. Jo 17,11), “devem exortar os fiéis a não considerar as cidades do mundo como a sua habitação estável, mas a procurar a Cidade futura, a definitiva Jerusalém do céu. Esta ‘reserva escatológica’ consente que os pastores e os fiéis salvem a justa escala dos valores, sem nunca se submeter às modas do momento e às pretensões injustas do poder político em ato”. Neste pequeno trecho da catequese do Santo Padre existem pelo menos três pontos que merecem nossa atenção, pois tocam nossa realidade concreta e atual.

O primeiro é a busca da Cidade futura. Porque, como também diz Santa Teresa do Menino Jesus, “a verdadeira felicidade não se encontra aqui”. Não devemos esperar a perfeição nesta vida. É suficiente, aqui, organizar a vida sempre com referência ao Céu. Entre nós, se o Céu não existe e tanto faz o jeito com que se vive nesta terra, esta vida é uma grande piada de mau gosto.

Tendo sempre como referência última a comunhão perfeita com Deus (ou o Céu), chegamos ao segundo ponto: é a justa escala de valores. Consciente ou inconscientemente, todos pautamos nossas ações por uma escala de valores. Se a nossa é inconsciente, já é tempo de torná-la consciente. Isso possibilita que estruturemos nossa escala de valores sempre com referência a Jesus Cristo e seu Evangelho conservado na fé da Igreja. A fé não é simples adesão formal, mas deve desembocar em atitudes, deve transformar-se em vida. Aliás, esse é um bom critério para a veracidade de nossa vida de oração.

E o terceiro ponto, intimamente ligado ao segundo e decorrente dele, é a coragem de não esmorecer diante das modas e das pretensões injustas do poder político. S. Domingos Sávio dizia “antes morrer que pecar”: nesta frase vemos transparecer um espírito impregnado de fortaleza. É certo que a virtude da fortaleza não é simpática, nem politicamente correta. Como virtude de combate ao mal (primeiro dentro de nós e depois fora de nós), a fortaleza é extremamente necessária nos dias de hoje onde modas teológicas semeiam confusão e os poderes constituídos buscam arduamente criminalizar o catolicismo.

Que a intercessão de Santo Eusébio de Vercelli e de Maria Santíssima nos ajudem a viver nossa fé, ainda que isso nos custe esta vida.

Fraterno abraço e até semana que vem!

 

[1] BENTO XVI. “Santo Eusébio de Vercelli”. Os Padres da Igreja. São Paulo: Pensamento, 2010, p. 115-119. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20071017_po.html>.

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