Olá meus queridos amigos do COMMUNIOSCJ! É com alegria e indignação que escrevo.  Jesus Cristo, o Verbo encarnado, não é o unico caminho de salvação? Responderei em homenagem a Santo Ambrósio, testemunho de fé fundamental na conversão de Santo Agostinho.

É de chorar como ensinam o relativismo e o problema maior é quem tem muitos futuros padres que apoiam. A moda agora é você relativizar tudo… Falar que Jesus não é o unico caminho de salvação é falar que Ele não é a verdade plena, que devemos esperar outra revelação. Então vamos jogar a “Dominum Iesus” fora, pois ela afirma, citando a Dei Verbum (n. 2): “deve-se, de fato, crer firmemente na afirmação de que no mistério de Jesus Cristo, Filho de Deus Encarnado, que é « o caminho, a verdade e a vida » (cf. Jo 14,6), dá-se a revelação da plenitude da verdade divina [1]”.

Será que está afirmação está errada? E esta então: “só a revelação de Jesus Cristo, portanto, « introduz na nossa história uma verdade universal e última, que leva a mente do homem a nunca mais se deter” [2]. Será que eu estou maluco? Será que eu vou encontrar com a Cabala, Zeus, ou qualquer outra divindade quando morrer? Meu irmão, você acha que se encontrará com quem no final da sua vida? Não nos encontraremos todos com o Filho de Deus?

Então, se Jesus Cristo não é o único caminho de salvação, por que fazemos missão? Falar de quê? Falar de qual caminho? Não estamos negando o valor das outras culturas, povos nações, religiões e raças. Pois a Dominus Iesus nos ensina citando, desta vez, a Redemptoris Missio (n. 28): “A presença e ação do Espírito não atingem apenas os indivíduos, mas também a sociedade e a história, os povos, as culturas, as religiões […]. Cristo ressuscitado, pela virtude do seu Espírito, atua já no coração dos homens […]. É ainda o Espírito que infunde as ‘sementes do Verbo’, presentes nos ritos e nas culturas, e as faz maturar em Cristo” [3].

Há sementes do Verbo na sociedade, na história, nos povos, nas culturas e religiões que precisam ser maturadas; precisam das missões do anuncio da fé (Cf São Justino; 100-165). O Verbo é o caminho de salvação e este caminho está como semente em todos e precisa crescer e se desenvolver. Professar Jesus Cristo como único caminho de salvação não significa excluir os não-cristãos da salvação, pois, como cristãos, reconhecemos a ação de Cristo para além dos limites visíveis da Igreja. Contudo, é preciso ter clareza: quem salva é Jesus Cristo. Por isso, não importa onde, quem, ou qual religião se professe; quem se salvar, se salvará por Cristo na Igreja católica.

Repito: não estou aqui negando o valor das culturas e religiões, mas é a Dominus Iesus que nos ensina, mais uma vez com uma citação do Vaticano II, agora da Nostra Aetate (n. 2): “embora em muitos pontos estejam em discordância com aquilo que [a Igreja] afirma e ensina, muitas vezes reflectem um raio daquela Verdade, que ilumina todos os homens”. Os outros povos, raças e religiões refletem um raio da Verdade plena, que é Jesus. Vamos parar de falar bobagem na sala de aula e vamos estudar mais. Os índios, ou outros povos, não precisam da nossa compaixão relativista, onde se coloca tudo no mesmo balaio sem nada distinguir. Eles precisam maturar a vida de Cristo e serem mais iluminados com os raios da Verdade que é o Verbo Encarnado.

Vamos parar de falar bobagem e vamos estudar, vamos ler, parar de respostas emotivas e sem cabimento. Vamos ter fé, pois “a fé é um dom da graça: porque para professar esta fé, é necessária a graça de Deus que previne e ajuda, e os outros auxílios internos do Espírito Santo, o qual mova e converta para Deus os corações, abra os olhos da alma, e dê “a todos a suavidade no aderir e dar crédito à verdade” [5]. Claro, ninguém é obrigado a ser católico. Contudo, quem reza o Credo da Igreja deve aderir à fé da Igreja.

Vamos parar de emitir repostas emotivas e facilitadoras! As pessoas não precisam da nossa compaixão relativista e reducionista. Não queiramos ser os salvadores da pátria. Reconheçamos quem O é. Vamos parar de falar bobagem! Vamos ler a “Dominus Iesus”.

[1] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Declaração Dominus Iesus sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja, n. 5. Disponível em: < http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html >.

[2] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Declaração Dominus Iesus sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja, n. 5. Disponível em: < http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html >.

[3] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Declaração Dominus Iesus sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja, n. 12. Disponível em: < http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html >.

[4] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Declaração Dominus Iesus sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja, n. 8. Disponível em: < http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html >.

[5] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Declaração Dominus Iesus sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja, n. 7. Disponível em: < http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html >. Esta frase também é uma citação da Dei Verbum.

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