Queridos (as) amigos (as)

É muito bom continuarmos nossa meditação sobre a vida dos grandes personagens da humanidade. Com o desejo de oferecer algo útil para sua vida, nesta semana nos propomos conhecer um pouco mais sobre Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão. Além da capacidade de pregar o evangelho, seu amor pela temática da virgindade, dos sacramentos e sua capacidade de organizar sua Igreja local, ele teve o privilégio de batizar Santo Agostinho [1].

Desejo iniciar minha reflexão a partir deste ponto. O jovem Agostinho era um rapaz inteligente que caminhava de vento em poupa para o sucesso universitário. Até que um dia, por curiosidade, foi ouvir o pregador Ambrósio. Não deu outra, as palavras acertadas do bispo tocaram no mais profundo de sua alma e pouco tempo depois ambos se encontravam na pia batismal [2].

Claro que isso não foi fruto do acaso. Além da graça de Deus, o filho de santa Mônica, certa vez afirmou que nunca viu Ambrósio desocupado, quando ele estava “sozinho”, a porta da sua sala ficava aberta e todos percebiam que ele mantinha-se meditando a Palavra de Deus [3]. Não é de hoje que uma pessoa que lê e medita a Palavra encontra a felicidade. Em contrapartida, aos preguiçosos, resta sempre o vazio e a mesma ladainha: “perece que esta faltando alguma coisa na minha vida…”.

Como é bom meditar… Meditar no que se lê leva a assimilá-lo, confrontando-o consigo mesmo. Abre-se aqui um outro livro: o da vida. Passa-se dos pensamentos à realidade. Segundo a medida da humildade e da fé, descobrem-se nela os movimentos que agitam o coração e é possível discerni-los. Trata-se de praticar a verdade para chegar à luz: ‘Senhor, que quereis que eu faça?’”[4]. Não bastasse: “não há tristeza que uma hora de leitura não tenha consolado” [5].

Uma vocação acertada acerta a vida de muita gente. Quer ser feliz e ajudar os outros a serem também? Não perca tempo. Existe uma montanha de livros de qualidade esperando por você, só na Bíblia são 73. Quando rezamos falamos com Deus, quando lemos e meditamos a Palavra ele fala conosco [6]. Amado (a), “a fé equivale a um patrimônio eterno” [7], cultive-a com alimentos sólidos.

Fique com a paz inquieta do Filho de Maria.

 

Notas:

[1] ROPS, Daniel. A Igreja dos Tempos Bárbaros. São Paulo: Quadrante, 1991; 469-471.

[2] ROPS, Daniel. A Igreja dos Tempos Bárbaros. São Paulo: Quadrante, 1991; 20-21.

[3] ROPS, Daniel. A Igreja dos Mártires. São Paulo: Quadrante, 1988; 469-471.

[4] CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, n. 2706.

[5] MONTESQUIEU, In: Paul Emile DOROUX, Theilhard Claudel e Mauriac, São Paulo, 1967, p. 45.

[6] SANTO AMBRÓSIO, Introdução aos Sacramentos.

[7] SANTO AMBRÓSIO, DV 19,46.


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