Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

Prezados irmãos e irmãs, mais uma vez, bem vindos ao CommunioSCJ. Antes de tudo, alguns esclarecimentos são necessários. É verdade que já há algum tempo que nada de novo surge por aqui. Os motivos são muitos, as explicações variadíssimas, mas a realidade é que outros afazeres nos fizeram interromper as postagens que retomamos agora. Vale dizer que o ano está chegando ao fim, os diáconos estão preparando sua ordenação, mas, embora ainda não tenhamos conversado a respeito do mecanismo de funcionamento para 2012, em nenhum momento, nossa intenção tem sido a de fechar ou abandonar este blog.

Agora sim, retomemos nossa reflexão. A sequência de catequeses do Santo Padre Bento XVI põe à nossa frente, nesta semana, a figura de Santo Efrém, o Sírio, que viveu no século IV [1]. A seu respeito, sabemos, positivamente, que foi diácono na virgindade e na pobreza. Maior representante do cristianismo de língua siríaca, este santo deixou importante obra na qual a síntese entre teologia e poesia constituem uma grande herança.

Dois aspectos podem guiar nossa reflexão. Neste texto, aponto-os para que cada um siga a que mais lhe couber, de acordo com sua situação e interesse, como ponto de partida para sua reflexão pessoal. O primeiro refere-se a um conteúdo positivo da reflexão de Santo Efrém. O segundo, refere-se ao movimento teológico da obra deste santo diácono.

Passando ao primeiro aspecto, vemos que para Santo Efrém, “o papel da mulher é relevante. O modo como ele fala dela é sempre inspirado pela sensibilidade e pelo respeito: a habitação de Jesus no seio de Maria elevou em grande medida a dignidade da mulher” [2]. Vivemos tempos malucos: ao lado de uma profunda vulgarização da figura da mulher (é cada música que me aparece… e sempre há mulheres na plateia…), temos um feminismo que destrói tanto a feminilidade verdadeira, quanto a ordem dual e complementar dos sexos querida por Deus (da mesma forma que seu vício correlato, o machismo). Que a intimidade com Maria santíssima ajude as mulheres cristãs, de quem o testemunho nos é tão imprescindível e caro, a descobrir o valor e a beleza de sua altíssima vocação de mães.

No segundo aspecto, temos Bento XVI dizendo, em sua catequese, que a teologia de Santo Efrém torna-se liturgia e música. Este é um movimento que precisamos explorar mais. Há alguns dias um amigo me disse, com razão, que existem, em nossas comunidades, músicos de competência e talento às vezes escondidos. O convite é que esses músicos usem o seu talento a serviço da Liturgia: precisamos de mais pessoas talentosas tornando a doutrina música e oração. Existem os textos litúrgicos, as diretrizes para a construção da música litúrgica… Por que não usar o talento escondido para exprimir a beleza de Deus nos parâmetros adequados, a fim de que nossa celebração do Mistério cristão seja mais digna, bela e autenticamente litúrgica e católica?

Que a beatíssima Virgem Maria e Santo Efrém intercedam por nós e nossas comunidades!

Fraterno abraço!

 

[1] Cf. BENTO XVI. “Santo Efrém, o sírio”. In Os Padres da Igreja. São Paulo: Pensamento, 2010, p. 146-152. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20071128_po.html>.

[2] BENTO XVI, “Santo Efrém, o sírio”, p. 151.

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