Nesta semana, queremos refletir sobre Santo Agostinho e a defesa da verdade da fé. Agostinho, desde criança, foi ensinado por sua mãe, Santa Mônica, católica fervorosa, a amar Jesus e seguir seus mandamentos, mas como muitas vezes ocorre com os jovens, ele se desviou do caminho e começou a viver uma vida de excessos e de pecado.

Grande pensador e estudioso que era, tinha perguntas em relação à fé às quais não eram respondidas de forma clara e isso lhe deixava extremamente frustrado. Enquanto não encontrava essas respostas passou por falsas doutrinas e vivia uma vida vazia. Mas encontrou em seu caminho Santo Ambrósio, bispo de Milão, aquele que o ajudou finalmente a responder esses questionamentos sobre a fé e sobre as Escrituras. Agostinho nunca tinha abandonado sua crença em Jesus, apesar de sua vida desregrada, mas ter finalmente o conhecimento da verdade do qual tinha tanta sede, o forçou a mudar seu modo de vida, ainda que relutasse. Agostinho, a partir dessa forte experiência com Jesus, se refugiou em Deus e queria viver em um mosteiro com seus amigos até a morte. Mas em razão de sua grande inteligência acabou proclamado pelo povo Bispo de Hipona.

Seu conhecimento, Agostinho transformou em várias obras de teor teológico e em defesa da fé contra as heresias de seu tempo. Dedicou seu tempo a esclarecer os questionamentos de outros também para que não se deixassem levar pelas falsas doutrinas.

Essa sede de conhecimento ainda existe em nosso tempo, e em meio à nossa juventude. A sociedade é afogada com uma quantidade absurda de informações sem sentido que a aliena deixando-se de lado o essencial. Num país onde a maioria se diz católico, perde-se cada vez mais a essência do Catolicismo, do amor ao próximo, da fraternidade.

O conhecimento da pessoa de Jesus e da doutrina católica torna-se cada vez mais urgente, para os que querem também nos dias de hoje preservar a fé da Igreja de Cristo. Quem não conhece, não tem elementos básicos para dizer que ama. Sem “alicerces fortes”, não tem como ficar em pé quando a tempestade vier. Consequência disso é a constante evasão de católicos, que nas adversidades acham que mudar de Igreja vai solucionar seus problemas. E não é assim. Ser cristão é não escolher o caminho mais fácil, mas sim escolher o caminho certo que leva para o mesmo lugar que levou Jesus: primeiro a cruz, depois a ressurreição.

Que Santo Agostinho desperte em nós a sede que ele também teve um dia, de conhecer, de defender e amar a doutrina católica e que assim possamos ter elementos para transmitir a fé e a confiança no referencial de Cristo que ela segue. Amém.

 

Referências bibliográficas:

SANTO AGOSTINHO, Confissões.

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