Como é prazeroso escrever para o nosso blog! Melhor ainda é saber que neste mês completaremos nosso primeiro aniversário. Em um espaço com tanto lixo, como é a internet, queremos oferecer meditações católicas baseadas na vida dos primeiros santos da Igreja. Escolhemos começar nossas atividades com a vida de nossos baluartes porque eles são exemplos de pessoas pecadoras, como nós, que se consumiram pelo amor a Deus e ao próximo, na Igreja fundada por Jesus.

Na quaresma estamos meditando sobre Santo Agostinho. Semana passada, vimos como ele, um gênio, tornou-se santo. Agora, vamos refletir como o filho de santa Mônica tornou-se Padre da Igreja (recordo que um Padre da Igreja é alguém que viveu até o século VIII e de comprovada santidade de vida e ensinamentos).

Já foi escrito que o doutor da graça recebeu a fé cristã misturada com o leite materno. Convenhamos: ter uma mãe cristã é uma graça e seguramente faz toda a diferença na vida de qualquer pessoa. Prova disso, preocupada e triste com a vida mundana que seu filho escolhia, Mônica foi aconselhar-se com um bispo conhecido. Sabiamente, este santo homem disse-lhe: “acalma-te; é impossível que se perca o filho de tantas lágrimas! Mais tarde, Agostinho compreenderia que essas lágrimas de sua mãe tinham sido para ele como um primeiro batismo” [1].

A cada dia nos parece mais coisa do passado acreditar que as lágrimas de uma mãe podem converter o fruto do seu ventre. É duro, mas vivemos um tempo em que várias mulheres esperam ter idade de avó para gestarem, ou que várias crianças precisam enfrentar a feroz concorrência das academias e salões de beleza para terem a sua mãe ao seu lado. Se não bastasse, cada vez mais, o governo cria meios, nos bastidores (como criança que age escondido), para que as mães tenham liberdade de matarem seus próprios filhos ainda em seu ventre.

Para falar em escândalos, pasmem: agora já é permitido que uma pessoa de menor idade receba visita intimas na prisão (cadeia). Engraçado, falam tanto que pedofilia é crime… (E é mesmo!) Em nosso país, agora, ela só é permitida na prisão e financiada pelo Estado com dinheiro público. Na época de Agostinho os bárbaros dominavam o norte da África e claramente tinham atitudes anticristãs. Destes, não se esperava muito. O pior é vermos isso sendo feito em um país católico por pessoas que “mamaram” vários anos na Igreja e chegaram ao poder usando de nosso espaço…

Santo Agostinho é considerado Padre da Igreja porque não se tornou um “teólogo parcial” para legitimar ações de grupos do seu agrado. Enquanto a maioria dos católicos omite-se, inclusive no púlpito, foi uma mulher jovem, sem citar o cristianismo, que teve a coragem de dizer como as empreiteiras do aborto instrumentalizam as senadoras nacionais [2]. E olha que ela nem deve acreditar tanto em Campanha da Fraternidade…

Louvado pela Deus por Mônica, mãe de verdade, e pela jovem, anônima, que esta semana deu um show nas senadoras abortistas.

Até a próxima! Abraço e preces!

Notas:

[1] Daniel Rops. A Igreja dos Bárbaros. Quadrante: São Paulo, 1991.

[2] Cf. http://www.youtube.com/watch?v=aGhTxKq0h4s