Mais uma vez estamos juntos, e dessa vez para celebrar o aniversário do nosso blog. Deixo meus parabéns ao Pe. Daniel, Pe. Júlio e Fr. Lucas por sua perseverança e por seus valiosos escritos e reflexões. Que o Senhor sempre os proteja e os abençoe.

Quero fazer uma breve retrospectiva de alguns Padres da Igreja presentes no blog ao longo desse ano, lembrando primeiramente do conselho de São Clemente:

“Apegai-vos aos santos porque aqueles que estão unidos a eles se tornaram santos” (Carta aos Romanos, n. 46).

Santo Inácio de Antioquia, escritor inspirado, bispo, grande defensor da unidade cristã e mártir († 110), foi o primeiro a usar o termo “Igreja católica”[1].

Santo Ireneu (202), bispo de Lião, tinha por objetivo reafirmar que Jesus era plenamente Deus e plenamente humano. Na época de Ireneu, se difundia heresias (falsas doutrinas) que afirmavam que Deus não poderia jamais ser um humano, pois o humano não poderia suportar o Divino [2].

S. Cipriano, bispo de Cartago (norte da África) foi martirizado no ano 258 distingue entre Igreja visível, hierárquica, e Igreja invisível, mística, mas afirma com vigor que a Igreja é uma só, fundada sobre Pedro. Pagão convertido de gênio forte, que protagonizou uma controvérsia com Estêvão, papa, a respeito da validade do batismo ministrado por hereges [3].

S. Cirilo de Jerusalém (†386): um grande bispo da cidade santa que defendeu valorosamente a fé professada no Concílio de Niceia (325) e que, por isso, sofreu três exílios em pouco mais de vinte anos (357-378). Defendeu também a presença substancial de Jesus na Eucaristia [4].

S. Basílio foi defensor da doutrina trinitária, monge – deu grande contribuição para a definição da identidade monástica (S. Bento o considerava seu mestre) “ele foi um homem que viveu verdadeiramente com o olhar fixo em Cristo, um homem do amor ao próximo” [5].

S. João Crisóstomo (349-407). Esta figura iminente presente na virada dos séculos IV e V ficou conhecido como “Boca de ouro” por sua eloquência conservada nas 700 homilias, 241 cartas e comentários (a Mateus e a Paulo) que chegaram até nós [6].

São Cirilo de Alexandria, bispo de Alexandria e Doutor da Igreja. Todo cristão que ama e têm devoção a Nossa Senhora deve ler os seus escritos, pois ele defendeu o título de “Maria, mãe de Deus no Concilio de Nicéia” [7].

Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão. Além da capacidade de pregar o evangelho, seu amor pela temática da virgindade, dos sacramentos e sua capacidade de organizar sua Igreja local. Ele teve o privilégio de batizar Santo Agostinho [8].

S. Jerônimo (347-420), este doutor da Igreja foi um grande estudioso, diretor espiritual, monge, exegeta, tradutor e comentador da Sagrada Escritura. Enfim, S. Jerônimo amou a Palavra de Deus na Sagrada Escritura e fez dela o centro de sua vida. Mais que estudá-la, ele a viveu com intensidade, pois soube encontrar Cristo, Verbo eterno, nas páginas, ou melhor, nos rolos da Bíblia [9].

Esses são apenas alguns dos Padres da Igreja que conhecemos este ano, pois não posso me estender demais. O objetivo do blog é expor o exemplo de quem deu certo (os santos), meditar e refletir sobre suas vidas, mostrar o caminho trilhado primeiro por eles, que com a santidade de suas vidas e amor pela Igreja já chegaram ao céu, assim como nós um dia queremos chegar. Apesar das dificuldades que eles enfrentaram, vale a pena, ou melhor, vale a vida!

Continuaremos, com a graça de Deus, nossas meditações sobre Santo Agostinho na semana que vem.

Boa semana e que o Senhor sempre nos abençoe!

 

[1] Os Padres Apostólicos. Ed. Paulus, 1995

[2] Ireneu de Lião. Contra as Heresias

[3] Sobre a unidade da Igreja católica 4.

[4] BENTO XVI, São Cirilo de Jerusalém, disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20070627_po.html&gt;.

[5] BENTO XVI. “S. Basílio (I): vida e obras”. In Os Padres da Igreja, São Paulo: Pensamento, 2010, p. 73.

[6] BENTO XVI. “S. João Crisóstomo (I): os anos de Antioquia”. Os Padres da Igreja. São Paulo: Pensamento, 2010, p. 95-99. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20070919_po.html&gt;.

[7] BELITTO, C. História dos 21 Concílios da Igreja: de Nicéia ao Vaticano II. São Paulo: Loy[1] ROPS, Daniel. A Igreja dos Tempos Bárbaros. São Paulo: Quadrante, 1991; 469-471.ola, 2010.

[8] GOMES, F. Antologia dos Santos Padres. São Paulo: Paulinas, 1985.

[9] Cf. BENTO XVI. “São Jerônimo I: vida e obras”. In Os Padres da Igreja. São Paulo: Pensamento, 2010, p. 130-134. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20071107_po.html&gt;.

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