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MULHERES, PARABÉNS! – Por Padre Daniel Carvalho, scj

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    Amadas mulheres, parabéns!

A maneira do blog communioscj comemorar o dia internacional das mulheres é valorizando a capacidade cristã de vocês, aqui tão bem representada pelo texto da jovem Fabiana Theodoro, que passou a fazer parte da comissão redacional deste blog.

O valor das mulheres não será reconhecido permitindo o direito de matarem seus filhos, como o governo atual tenta legalizar de todas as formas. Vocês ganharam espaço, em muitos aspectos já superam os homens, com valores perenes, trabalho e fé. Não acreditar nas mulheres seria negar nossa própria mãe.

Parabéns mulheres de fé e luta, que percebem que respeito não é exigido, mas conquistado. Parabéns às mulheres que não lutam para serem como os homens, mas que desejam o melhor que podem como femininas. Maria, protótipo feminino, as guarde por tamanho bem que vocês nos tem feito.

SANTO AGOSTINHO: UM GÊNIO E UM SANTO – Por Pe. Daniel Carvalho, scj.

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A história é dinâmica, os desafios mudam, mas todos os períodos exigem dos cristãos a decisão e coragem de sermos úteis para a humanidade. Para isso, Deus nos concede carismas que, bem usados, nos conduzem à santidade e mal utilizados nos levam à mediocridade.

Ainda bem novo, Agostinho de Hipona já despontava com sua destacável inteligência. Sem demora, alimentou a tendência natural aos estudos e chegou a ser professor na cobiçada cidade italiana de Milão. Tinha tudo para obter sucesso, até já era pai. Contudo, ter dons não garante a felicidade. Ser feliz é ser santo.

Penso santidade como maturidade da vida humana capaz de doar-se sem esperar recompensa. Antes disso, o filho de Mônica utilizou a inteligência apenas para o seu sustento e manter suas vaidades. Isso não bastava, ele era vazio… Até que conheceu Cristo a passou a utilizar seu carisma para levar outras pessoas ao Senhor. Então, a alegria que permanece começou a contagiá-lo.

Quando foi questionado sobre o valor de um trabalho literário secular de um amigo, foi claro e direto: “que me importam esses versos, em que vejo uma alma e uma inteligência que de forma alguma posso oferecer ao meu Deus?” [1]. Nosso amigo não nega o valor das coisas seculares, mas afirma que um carisma separado da espiritualidade é palha. E nós, como estamos utilizando nossos carismas e qualidades?

Pode ter certeza, quando nos colocamos gratuitamente a serviço Daquele que tudo nos deu, acontecerá o “milagre da multiplicação do tempo”. Veja Agostinho: “ao mesmo tempo em que desempenhava integralmente as suas funções de bispo, continuava a escrever e prosseguia a sua obra imensa, sem se deixar devorar pela administração e pelas tarefas pastorais. Aquilo que teria esmagado qualquer outro não era para ele senão uma espécie de suporte da sua existência, uma maneira de ter conhecimento dos homens e de estar em contato com a realidade” [2].

Inquestionavelmente, Agostinho foi um gênio, mas apenas se imortalizou no cânon da Igreja porque foi santo. Tenha uma ótima semana, divulgue nosso blog, e faça seus carismas gerarem verdadeiros frutos.

 

Referências:

Rops, Daniel. A Igreja dos tempos bárbaros. São Paulo: Quadrante: São Paulo, 1991, p. 33.

Ibidem, p. 43.

“MESTRE, É BOM FICARMOS AQUI” (Mc 9,5) – Por Fabiana Theodoro

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Olá a todos, é com muita alegria que, eu, Fabiana, começo a partilhar esse espaço com Fr. Lucas, Pe. Daniel, Pe. Júlio e todos vocês leitores que, como eu, amam a história da Igreja que foi construída sobre o sangue e suor de muitos mártires, santos e Padres da Igreja.

 

 

Santo Agostinho, sábio e amado bispo de Hipona, era procurado pelo povo para resolver os mais diversos assuntos, não só religiosos, mas também conflitos dos mais diversos. Em sua época não havia esta divisão entre poder judiciário, político e religioso, como conhecemos hoje. A Igreja estava envolvida em todos esses assuntos.

Enfim, as atribuições de Santo Agostinho eram muitas e, como grande amante de boas leituras, de longos momentos de oração e contemplação, queixava-se por vezes, de já não ter tempo para se dedicar às suas paixões. Era quando se lembrava de Pedro ao subir o Monte Tabor [1]. Pedro, em meio à maravilha da Transfiguração de Jesus, pede que fiquem ali, que esqueçam todos os problemas do povo, sua miséria, sua fome. Pedro pede paz para poder contemplar Jesus em sua glória.

Mas Jesus diz a Pedro: “Desce, prega a palavra de Deus, repreende, exorta, encoraja usando toda sua paciência e capacidade de ensinar. Trabalha, cansa-te muito, aceita também sofrimentos e suplícios (…). Esta felicidade ó Pedro, Cristo reserva-te após sua morte. Porém agora Ele mesmo te diz: Desce para te cansares na terra, para servires na terra, para seres desprezado e crucificado na terra”[2].

Santo Agostinho sentia necessidade da contemplação de Sua Palavra, mas sabia da necessidade de estar à disposição do povo, de não ignorar suas necessidades e sabia que a recompensa só viria após sua morte, lições preciosas que Pedro deixou a Agostinho.

Santo Agostinho, quando aceitou ser bispo, não foi por sua vontade, mas por súplica do povo. Ele tinha consciência de suas misérias e fraquezas, mas aceitou sair de si, abrir mão de suas vontades e servir o povo até o fim de sua vida.

A necessidade da oração é inegável, mas ela precisa ser transformada em gesto concreto nas relações humanas. Aquele que ora tem o compromisso de fazer a sua oração chegar aos outros por meio de suas ações, e muitas vezes, sem necessidade de dizer uma única palavra.

Que Santo Agostinho ajude-nos a estar junto daqueles que mais precisam e a partir do nosso relacionamento com Deus, das nossas orações, possamos ir ao encontro de Cristo não ainda em Tua Glória, mas em nossos irmãos mais necessitados, não só de coisas materiais, mas também espirituais. Amém.

 

Referências:

[1] Marcos 9,5

[2] CANTALAMESSA, Raniero. O Mistério da Transfiguração.

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