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PAPA BENTO XVI, SERVO DO SENHOR, FELIZ ANIVERSÁRIO! – Por Fabiana Theodoro.

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Olá amigos, como é bom estarmos juntos mais uma vez e para celebrarmos a semana do 85º aniversário de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI.

No momento em que sucedeu o Papa João Paulo II, muitos católicos ficaram apreensivos, não sabiam o que esperar. A mídia mostrou Ratzinger como um homem rígido, antipático, fechado ao diálogo. Mostrou-o como indigno de substituir João Paulo II. E isso é verdade, são pessoas diferentes e não é justo compará-los. Mas Papa Bento tem se mostrado um grande líder, firme, fiel, caridoso e apaixonado pela juventude. Quem julga mal nosso Papa é porque não o conhece.

No seu primeiro pronunciamento como Papa, colocou-se como “servo na vinha do Senhor”, da qual cuida fielmente.

No início de seu pontificado escreveu a primeira encíclica, Deus Caritas Est (Deus é Amor), onde descreve as várias formas do amor, inclusive a mais pura, a mais completa, o amor de Deus: o amor ágape, o amor-oblação. “Essa encíclica foi todo um hino ao Amor que é Deus, aquele amor que deve animar cada Pastor, chamado a fazer entrar no mundo a luz de Deus e de tal forma também o calor do seu amor, disse o cardeal Angelo Sodano” [1].

Sem dúvida, o amor de Deus sempre se fez presente na vida de Joseph Ratzinger que, quando jovem, viveu os terrores da 2ª Guerra Mundial, sofreu a perseguição contra a Igreja Católica, viu seu pároco ser açoitado antes de celebrar a Santa Missa, mas foi o testemunho de sua família sempre bondosa, fiel e caridosa que jamais o deixou perder as esperanças e a confiança em Deus [2]. Tudo isso despertou nele a vocação de doar-se às pessoas como sacerdote, de ser um “homem para os outros”, como dizia seu antecessor, Papa João Paulo.

Ele diz em sua primeira encíclica que “a união com Cristo é, ao mesmo tempo, união com todos os outros aos quais Ele Se entrega. Eu não posso ter Cristo só para mim; posso pertencer-Lhe somente unido a todos aqueles que se tornaram ou se tornarão Seus” [3]. Ele evidencia a doação da própria vida para salvar também a dos outros e que de nada adianta salvar somente a si mesmo.

Quanto à esperança, em sua outra encíclica, Spe Salvi (Salvos na Esperança), ele fala da razão de se continuar firme no caminho, por mais difícil que possa parecer: “O presente ainda que custoso, pode ser vivido e aceito, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho” [4].

Essa meta é, sem dúvida alguma, o amor de Deus, a certeza de que Ele o espera de braços abertos após o cumprimento da dura missão. Esse amor que se revela na responsabilidade pelo outro.

O Papa, em sua homilia no dia 16 de abril, data do seu aniversário, disse já se sentir no último percurso de sua caminhada, mas que a Luz do Ressuscitado é mais forte que toda escuridão e que o ajuda a proceder com segurança, apesar de não saber o que o espera pela frente.

Podemos prever um pouco dos desafios que aguardam nosso Papa daqui para frente. Somente aqui no Brasil, em menos de um ano, já houve a aprovação da lei que permite “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e o aborto de bebês anencefálicos. A Igreja está, cada vez mais, sendo pressionada a abandonar seus valores, suportando até pressões internas, de seus próprios membros, mas, apesar dos desafios, o sucessor de Pedro, Bento XVI tem se mantido firme na defesa do Magistério da Igreja, não se deixando intimidar por “manifestos de desobediência” de padres contra a Igreja, nem pela mídia maldosa que distorce, de acordo com seus próprios interesses, as palavras do Papa, tentando de forma covarde abalar os pilares da Igreja.

Mas, por mais desafios que Ratzinger venha a enfrentar, ele sabe, desde muito jovem, em quem depositar sua confiança, Naquele que jamais o deixará só, afinal, é promessa de Jesus estar conosco até o fim [5].

Rezemos todos pelo nosso amado Papa, que o Senhor o abençoe, prolongue muito a sua vida e lhe dê muita força e sabedoria para manter-se fiel até o fim.

Referências:

[1] http://www.zenit.org/index.php?l=portuguese.

[2] Biografia de sua Santidade Bento XVI, http://www.vatican.va/…/hf_ben-xvi_bio_20050419_short-biography.

[3] Bento XVI, Deus Caritas Est.

[4] Spe Salvi, n.1.

[5] Mt 28,20.

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BATISMO: MORTE E RESSURREIÇÃO – Por Fabiana Theodoro.

1 Comentário

Olá amigos, como é bom estarmos juntos de novo e principalmente vivendo esse momento tão importante, a Páscoa do Nosso Senhor, ápice do ano litúrgico na Igreja Católica.

Também pudemos acompanhar nesse período a preparação para o catecumenato (Batismo de adultos), de pessoas que por alguma razão não foram batizadas quando crianças e agora, por sua própria vontade, buscaram o primeiro sacramento da iniciação cristã. Conforme a Tradição da Igreja, o Catecumenato termina sempre na Vigília Pascal, quando se celebra o Batismo.

O catecumenato, ou formação dos catecúmenos, tem por finalidade permitir a estes últimos, em resposta à iniciativa divina e em união com uma comunidade eclesial, que levem a conversão e a fé à maturidade. Trata-se de uma “formação à vida cristã integral (…) pela qual os discípulos são unidos a Cristo, seu mestre. Por isso, os catecúmenos devem ser iniciados (…) nos mistérios da salvação e na prática de uma vida evangélica, e introduzidos, mediante ritos sagrados celebrados em épocas sucessivas, na vida da fé, da liturgia e da caridade do povo de Deus” [1].

Embora, em sua época o Batismo fosse tardio, Agostinho sempre defendeu a necessidade de batizar as crianças o mais cedo possível, pois o Batismo é incorporá-las à Igreja, isto é, agregá-las ao Corpo de Cristo e aos seus membros. O fato de as crianças não poderem ainda professar pessoalmente à sua fé não impede a Igreja de lhes administrar este Sacramento, porque na realidade ela os batiza na sua própria fé. “As crianças — escrevia ele — são apresentadas para receberem a graça espiritual, não tanto por aqueles que as levam nos braços (embora também por eles, se são bons fiéis), mas, sobretudo pela sociedade universal dos santos e dos fiéis… É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois que é ela inteira que os gera a todos e a cada um” [2].

A Igreja acolhe com imensa alegria esses catecúmenos que por sua livre vontade a procuram, se dispõem a professar a fé na Igreja Una, Santa e Católica com maturidade, com plena consciência da importância do Sacramento recebido em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, enquanto as crianças que por ainda não compreenderem o seu sentido, são batizadas na fé de seus pais e padrinhos que se comprometem por elas e assumem o dever de educá-las na fé católica.

A Comunidade assume o papel de testemunha da livre adesão dos catecúmenos e os recebe lembrando que a caminhada dos cristãos não é solitária, masem comunidade. Somenteconvivendo com as diferenças entre as pessoas, vivendo a vocação que Deus nos deu, seja na família, seja no serviço da Igreja, pode-se viver plenamente a essência do cristianismo, o amor e a graça que se recebe no momento do Batismo.

Ser batizado é morrer para a vida velha, é ressuscitar para uma nova vida infundida no Espírito Santo de Deus: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3,5). Ser batizado é entrar numa vida nova à luz de possibilidades e sem sombras de culpas do passado. Por essa razão, o encerramento do catecumenato se dá na noite mais importante, na ocasião de espera pelo Senhor Ressuscitado, entre o pôr do sol e o amanhecer. A Páscoa é justamente a oportunidade de recomeço, onde Nosso Senhor Jesus Cristo, depois dos sofrimentos da crucifixão, nos leva a caminhar com esperança para Deus rumo à mesma glória onde já se encontra.

Quem segue Jesus sabe sempre aonde chegará, apesar dos espinhos, das lágrimas e de todos os sofrimentos dessa vida, sabe que o destino é voltar para junto do Mestre e essa certeza nos põe de pé todos os dias, mesmo nos mais sombrios.

Que o Deus eterno e onipotente, ao celebrarmos o mistério redentor de vosso Filho Unigênito, que depois de ter descido à morada dos mortos saiu vitoriosamente do sepulcro, concedei aos vossos fiéis que, sepultados com Cristo no Batismo, também com Cristo ressuscitem para a vida eterna. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo [3].

 

Uma feliz Páscoa a todos!

Notas:

[1] Catecismo da Igreja Católica, §1248

[2]PASTORALIS ACTIO, Instruções sobre o Batismo das crianças (disponível em www.vatican.va)

[3] Liturgia das Horas.