Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Irmãos e irmãs, sejam muito bem vindos ao nosso blog, CommunioSCJ, que, nesta semana, retoma seu projeto de passar a história da Igreja através dos santos na companhia de nosso querido Santo Padre, o Papa Bento XVI. Nossa viagem chega hoje a S. Leão Magno, bispo de Roma no séc. V, falecido em 461 [1]. Trata-se do primeiro Papa a quem a tradição posterior chamou de “o grande”, Magno, por seu desempenho singular no ministério petrino. Muitos de seus sermões nos foram conservados e neles podemos encontrar o testemunho de sua sabedoria e energia.

Porém, mais do que por seus sermões, S. Leão Magno ficou conhecido por um episódio acontecido em 452, na defesa de Roma. Era o tempo das invasões bárbaras que culminaram no fim do Império Romano. Átila, famoso líder huno, antes de invadir a Cidade Eterna, foi interpelado por Leão e acabou desistindo de invadi-la. Lá se vão 1560 anos!

Neste país de contradições em que vivemos, seria muito interessante, numa situação hipotética, ver Átila redivivo assistindo à TV, e percebendo que, diante do que vivemos nos últimos dias, ele foi um fraco. Como ele pôde recuar diante de um bispo sem armas? Ah, se Átila conhecesse o “Estado laico” como os ministros do STF o entendem… Certamente poria o parvo Leão a correr: “cuida da tua sacristia; do Estado, cuido eu”! Quando foi que os cristãos perderam sua incidência nas decisões do Estado? Ou esta nação deixou de ser cristã?

Ou ainda, será que nossos ministros são tão ou mais bárbaros que os hunos? Não quero crer nesta hipótese. A ideia de Estado laico parece ter sido invertida: ao invés de o Estado não intervir na prática religiosa de seu povo, deixando-o livre para tanto, hoje o que se vê neste Brasil varonil, é um Estado alheio à nação – já não quer mais ouvir a voz de seu povo. Em outras palavras, quem quer que tenha fé, no dito “Estado laico” à brasileira, não tem direito à opinião. Ou, se muito, deve reservá-la a si, não tem o direito de dizê-la – ainda que esta mesma opinião seja a opinião maciça entre os brasileiros.

No fim, nós, cristãos, somos cidadãos de segunda categoria (se é que somos cidadãos). Nosso super STF é mais que um tribunal – há tempos é uma casa legisladora (sem que o Senado ou a mídia movam uma palha para que esta incoerência seja desfeita). Estado democrático de direito? “Isso não te pertence mais”! Fazer o quê? “Pior que tá, num fica”… Será?

Isso para não lembrar que alguém que tenha o mesmo “status” de um morto cerebral possa vir a morrer depois de nascer é uma grosseria contra qualquer mente minimamente atenta… Se não sé é humano desde a concepção à morte natural, seria possível, senhor, ao menos nos dizer claramente quando alguém se torna pessoa e quando deixa de sê-lo?

Fazer o quê, se vivemos num país onde uma mãe que dá uma palmada no seu filho é um crime (note bem: disse uma palmada), mas matá-lo não? Desde que ele não tenha nascido e possua uma má formação o que ele merece é a lata do lixo… Para quê sepultá-lo?

Que Deus, nosso Senhor, por intercessão da Virgem e de S. Leão Magno nos conceda a graça da indignação, da fortaleza e da perseverança.

Fraternos abraço e prece a todos – os que já nasceram e os que ainda não.

 

[1] Cf. BENTO XVI. São Leão Magno. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2008/documents/hf_ben-xvi_aud_20080305_po.html>.