Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Bem vindos ao CommunioSCJ! Antes de começar esta reflexão, quero agradecer a todos os que fazem parte deste blog e que já postaram aqui seus textos: aos irmãos de caminhada, ao Claudemir e à Fabiana, muito obrigado pela contribuição. Mas, sobretudo, quero agradecer a todos os que nos acompanham e que, certamente, são os responsáveis pelo sucesso do Communio. Nesta semana, atingimos a marca de dez mil acessos. É mais do que esperávamos em um ano e meio! É sinal que não estamos sozinhos na busca em sermos fiéis a Deus e à Igreja. Muito obrigado mesmo!

Sem mais, vamos ao que realmente interessa. Na catequese do Santo Padre Bento XVI que chegamos nesta semana, temos a oportunidade de conhecer Romano, o melodista, Padre sírio que pregava com poesias [1].

Ao descrevê-lo, nosso Papa afirma: “A fé é amor, e por isso cria poesia e música. A fé é alegria, e por isso cria beleza”. Creio que, aqui, temos um dado da experiência cristã que pode ser ponto de abertura para o atual trabalho de evangelização: a bondade e a beleza.

Todos podemos experimentar o fato de que unidade, verdade, bondade e beleza caminham juntas; mais: são indissociáveis. De tal forma que uma leva à outra. Parece-me que é justamente isso que o encontro com Cristo e o relacionamento com Ele (o cristianismo) faz: estrutura nosso ser de acordo com o projeto de Deus – no qual fomos concebidos. Nesta estruturação, vamos ganhando os contornos de Cristo, ser humano perfeito e, assim, descobrimos como é bom e bonito ser cristão. Como é bom e bonito não deixar-se enganar pelas aparências do finito. Como é bom e bonito ser gente – ser plenamente humano.

Jesus Cristo fez a diferença em minha vida. Encontrar-me com Ele foi o melhor que me aconteceu. Quero passar o tempo que me resta para dizer isto a todos [2]. Agora, sem entrar nesta barca, conduzida pelo sucessor de Pedro, pode ser que você perca boa parte de suas energias com o aquilo que não vale a pena, perdendo a chance de encontrar-se com a verdadeira bondade e beleza…

Permito-me, no fim desta breve reflexão, pôr uma grande citação da catequese de referência para este texto. Trata-se de um convite a manter viva a fé e a bela cultura cristã a fim de que a desconstrução (ou destruição) não torne impossível a civilização.

Este grande poeta e compositor [Romano, o melodista] recorda-nos todo o tesouro da cultura cristã, nascida da fé, nascida do coração que se encontrou com Cristo, com o Filho de Deus. Deste contato do coração com a Verdade que é Amor nasce a cultura, nasceu toda a grande cultura cristã. E se a fé permanecer viva, também esta herança cultural não morrerá, mas permanecerá viva e presente. Os ícones falam também hoje ao coração dos fiéis, não são realidades do passado. As catedrais não são monumentos medievais, mas casas de vida, onde nos sentimos “em casa”: encontramo-nos com Deus e encontramo-nos uns com os outros. Nem sequer a grande música o gregoriano, ou Bach, ou Mozart é algo do passado, mas vive da vitalidade da liturgia e da nossa fé. Se a fé for viva, a cultura cristã não se tornará algo do “passado”, mas permanecerá viva e presente. E se a fé for viva, também hoje poderemos responder ao imperativo que se reitera sempre de novo nos Salmos: “Cantai ao Senhor um cântico novo”.

Abraço e prece! Que a Santíssima Virgem interceda por todos!

Até a próxima!

 

 

[1] BENTO XVI. Romano, o Melodista. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2008/documents/hf_ben-xvi_aud_20080521_po.html>.

[2] Esta experiência pessoal é conhecida pela Igreja: cf. BENTO XVI, Deus Caritas Est, n.1; ou CELAM, Documento de Aparecida, n. 32.

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