Saudações, amigos!
Nesta semana refletiremos sobre São Columbano, o abade irlandês mais conhecido do início da Idade Média. Na verdade ele é mais conhecido como um santo europeu, por ter trabalhado em vários países da Europa. Nasceu em 543 e com 30 anos de idade entrou em um mosteiro, onde conheceu uma severa disciplina, que o conduziu a uma vida de oração, de ascese e de estudo da palavra de Deus.
Vinte anos depois, com uma vida de oração bastante madura, São Columbano e alguns missionários foram à França (antiga Austrásia) para evangelizar os países já cristianizados, mas que estavam voltando à origem pagã.
Foram levados a se instalarem em uma antiga fortaleza abandonada em ruínas. Com muito trabalho a reconstruíram e fundaram ali um humilde mosteiro, mas não se abalaram, pois já estavam acostumados com uma vida de pobreza e simplicidade. São Columbano era bastante rigoroso e suas pregações eram voltadas à conversão e ao desapego às coisas terrenas.
Logo, muitos jovens da cidade quiseram ingressar em sua comunidade monástica, o que era interessante ao lembrarmos que dentro dessa comunidade as regras de disciplina eram bastante severas.
O testemunho de vida na comunidade chamava a atenção dos jovens que buscavam mais do que apenas trabalhar, farrear ou casar e ter filhos. Buscavam um desafio, buscavam apaixonar-se, como aqueles monges eram apaixonados. Mas depois com o amadurecimento da vida de oração e do estudo da palavra os sentimentos se lapidavam, se fortalecia o amor por Jesus e começava a busca por assemelhar-se a Deus por meio dos dons concedidos por Ele.
Se olharmos para os dias de hoje, dificilmente os jovens com os quais nos deparamos, se agradariam de ser tratados com tal disciplina, com a qual, muitas vezes, nem os pais os tratam.
A disciplina é necessária em todas as atividades que nos dispomos a fazer, principalmente a oração. Já percebeu como alguns servos da Igreja trabalham tanto que não têm tempo para orar, ou um momento para Adoração ao Santíssimo? Falta disciplina na oração. Tudo o que é importante para nós arranjamos tempo para fazer, mas a oração acaba deixada de lado se não tivermos disciplina. Sem oração não seremos bons servos de Deus, mas sim maus funcionários da Igreja. E o que acontece quando um funcionário fica descontente? Contamina os outros com amargor afastando as pessoas ou abandona o serviço.
Precisamos ser mais exigentes conosco, nos cobrar mais, não nos contentar com o quanto oramos hoje. Vamos orar um pouco mais, ler um pouco mais, lutar um pouco mais contra aquele “pecado de estimação”, afastar-nos mais a cada dia daquilo que nos faz pecar.
Cada vez é mais necessário testemunhar antes de falar, viver para que acreditem. Quanta responsabilidade na mão de nós cristãos, pois nada do que dissermos será digno de fé se não praticarmos. Muitos têm se afastado da Igreja por falta de testemunho. Deus nos concedeu muitos dons para que tragamos pessoas para Ele e não que as afastemos. Como disse um amigo, ninguém vai para o céu sozinho.

 

REFERÊNCIAS:
BENTO XVI. São Columbano. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2008/documents/hf_ben-xvi_aud_20080611_po.html>.

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