Vivat Cor Iesu,
Per Cor Mariae!

Caros irmãos e irmãs, sejam sempre bem vindos ao CommunioSCJ. Estamos quase no fim do percurso junto aos Padres da Igreja e, então, junto ao Santo Padre Bento XVI, temos a oportunidade de nos achegarmos ao Patriarca Germano de Constantinopla, defensor intrépido do emprego legítimo dos ícones cristãos [1].
Esta figura traz a oportunidade de refletirmos sobre diversas realidades: o culto dos ícones [2]; a beleza da Liturgia; a figura da Virgem Maria… Quero, porém, deter-me num aspecto em que o testemunho deste Patriarca pode iluminar nossa escala de valores.
Quando o imperador Leão III investiu contra os ícones, Germano de Constantinopla, patriarca – e, portanto, como bispo, pastor daquela Igreja – exortou o imperador a fim de tirá-lo do erro e, diante da intransigência do mesmo, permaneceu firme na fé católica. Creio que seu exemplo é luz para nós, pois ele preferiu ser fiel à sua consciência e à Igreja do que capitular em favor do poder político.
Nossos tempos podem não ter os contornos dramáticos de então, mas nós precisamos ter a mesma firmeza de Germano, se não quisermos capitular no exercício da vida cristã – seja diante das nossas limitações, do mundo ou do Inimigo. É preciso amar mais a Deus e Sua santa Igreja do que nossas pobres opiniões, um partido político, uma ideologia ou uma utopia.
Em particular, precisaremos amar mais a Deus e à Igreja do que nossa própria boa-fama ou autoimagem. Em outras palavras, é preciso, antes de agradar aos homens, agradar a Deus (cf. At 5,29).
Num país como o nosso, onde o Estado sucumbe diante de uma ideologia perniciosa, preferindo seus iníquos interesses à vontade expressa e aos valores da nação, precisamos saber escolher o certo e abandonar o que é errado; escolher o justo e abandonar a injustiça. Ainda que, por isso, sejamos menos considerados por todos.
Amar a Deus é amar a Igreja, porque ela é fruto de seu libérrimo desígnio. Amar a Igreja significa empreender um caminho de conversão pessoal e de comunhão com Deus e com os irmãos.
Amor não é sentimento: é decisão. Para amar a Igreja, então, esforcemo-nos para conhecer sua doutrina e moral. Abramo-nos para nos formar por ela. E, enfim, coloquemo-nos à disposição para o serviço dela, preferindo estar com ela a traí-la para ter uma vida tranquila sobre a terra.
Que a intercessão da santíssima Virgem e o exemplo de Germano de Constantinopla nos ajudem a amar, cada dia mais, a Igreja.
Fraterno abraço a todos! Até a próxima.

 
[1] BENTO XVI. Patriarca Germano de Constantinopla. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2009/documents/hf_ben-xvi_aud_20090429_po.html>.
[2] Já refletido por Fabiana Theodoro em Ícones sagrados: idolatria dos católicos? Disponível em: <https://communioscj.wordpress.com/2012/08/01/icones-sagrados-idolatria-dos-catolicos-por-fabiana-theodoro/>.