Olá, amigos! Senti muitas saudades de nossas reflexões, mas era necessário esse tempo de ausência para preparar a nova fase do blog, onde nos prepararemos juntos para o Ano da Fé que se inicia em onze de outubro deste ano. Para isso, trabalharemos a Carta Apostólica Porta Fidei escrita pelo Papa Bento XVI para esse tempo de preparação.

Os católicos vivem um profundo período de crise em todo o mundo. Este é um período onde se vive “afrouxando” realidades dentro de um relativismo extremamente perigoso para a sociedade, causando a crise na família e consequentemente, nas escolas e na política. Preocupado com essa realidade e com a deturpação da mensagem de Cristo, o Papa estabeleceu o Ano da Fé.

Mas, por que proclamar um Ano da Fé, justamente no cinquentenário do Concílio Vaticano II?

“Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, ‘não perdem o seu valor nem a sua beleza’. […] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: ‘Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja'” [1], escreve Bento XVI.

Desde que assumiu a cátedra de Pedro em 2005, o Papa Bento sentiu a necessidade de estabelecer a hermenêutica da continuidade. Após o Concílio Vaticano II, havia o sentimento de divisão dentro da Igreja, o período pré e pós-conciliar, uma ruptura como já se fez entre o Novo e o Antigo Testamento, alguns acreditaram que se estabeleceria uma “Nova Igreja”. Mas, na verdade, o Concílio veio afirmar as mesmas verdades, mas de um modo diferente, de acordo com a necessidade de evangelização da sociedade moderna.

O Papa, com a Porta da Fé, exorta a todos os fiéis a interpretarem o Vaticano II como uma continuidade dos outros vinte concílios que o precederam, complementando-se, assim como o Antigo e o Novo Testamento, cuja atualidade da mensagem não muda através dos tempos, e que mesmo sendo imutável, não se torna obsoleta ou antiquada, é uma mensagem sempre nova.

Neste ano também se comemora o vigésimo aniversário do Catecismo da Igreja Católica, instrumento essencial para o Ano da Fé. “Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica”, escreveu o Beato João Paulo II. (Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992) [2].

Bento XVI nos pede que, neste ano especialmente, reflitamos sobre o Catecismo, sobre a essência da nossa fé, único caminho seguro para Jesus Cristo. À luz do Catecismo, compreenderemos melhor o conteúdo das mensagens de Deus contidas nas escrituras sagradas.

Que nós sejamos instrumentos dessa nova evangelização que nos guiará para uma nova maneira de proclamar nossa fé e nosso amor por Jesus Cristo. Que esse desafio faça de nós católicos mais fiéis, mais corajosos e mais entusiasmados capazes de testemunhar e contagiar aqueles que decidiram se afastar da mais verdadeira e mais profunda razão do nosso existir: o amor de Deus. Este Deus que jamais fecha as portas para quem decide segui-lo.

Boa semana a todos!

 

 

Recomendo:

Pe. PAULO RICARDO. Introdução ao Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé. Disponível em: <http://padrepauloricardo.org/aulas/introducao-ao-catecismo-da-igreja-catolica-e-o-ano-da-fe>.

[1] BENTO XVI. Porta Fidei. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20111011_porta-fidei_po.html#_ftnref3>.

[2] Idem.

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