Olá, amigos!

Iniciamos uma nova temporada do blog, na qual refletiremos sobre o Catecismo da Igreja Católica, importantíssimo documento para nossa fé, no qual os bispos, orientados por Joseph Ratzinger (Bento XVI), trabalharam incessantemente durante seis anos, realizando o desejo de João Paulo II de entregá-lo a todo o povo de Deus em 11 de outubro de 1992 para que fosse uma fonte segura para toda a Igreja.

O Catecismo tem início, assim como em nossa Profissão de Fé, com o significado da palavra “crer”. A fé é a resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida [1].

O homem foi feito por Deus e para Deus e enquanto não repousar Nele, só encontrará o vazio, que buscará incessantemente preencher com as coisas do mundo, que jamais o satisfarão. Abra os olhos ao seu redor e poderá perceber inúmeras pessoas que vivem cercadas por dinheiro, por fama, por prazeres, que aparentemente deveriam ser felizes, mas que são tomadas por uma completa e devastadora solidão.

Deus, em sua infinita misericórdia, não abandona a sua criação, mas incansavelmente a atrai para Si. Podemos compará-lo a um astuto pescador que sabe muito bem a isca certa que deve jogar para atrair aqueles que lhe pertence. Infelizmente, às vezes é a dor e o sofrimento que nos levam de volta para Deus. Quando tudo nos é tirado, ficamos apenas com o essencial, com aquilo que jamais alguém poderá nos tirar: a fé.

Na correria do cotidiano, podemos até esquecer que ela estava ali o tempo todo e acabou atrofiando por falta de uso. Mas Deus sempre esteve ali, caminhando junto dos seus, é sua promessa; e pode Deus mentir?

A fé faz parte de cada ser humano, é uma luz natural dentro de cada um fazendo com que a razão perceba Deus em nosso meio. Essa firme determinação e certeza indiscutível atinge a pessoa em toda sua essência, levando inegavelmente a uma mudança de vida, a sacrifícios e abnegações que a aproximem mais do objetivo de configurar-se a Deus, de voltar para o lugar que anseia junto do Criador.

Como a fé pode contrariar a razão e provar a existência de Deus? Não pode. A razão também compreende a existência de Deus. Ora, por meio da criação, podemos perceber sua mão. Como dizia Santo Agostinho, poderia a criatura ser mais bela que seu criador? Jamais! A criatura é infinitamente menor que seu criador.

Em nossas limitações percebemos Deus de acordo com a perfeição encontrada em suas criaturas, mas não podemos limitá-lo à nossa percepção. Deus é infinitamente maior e só podemos conhecê-lo a partir do que Ele não é, assim como já refletiam os grandes Pais da Igreja.

Deus revelou a nós, tudo o que é necessário à nossa salvação, por meio de Seu Filho. O primeiro homem criado, Adão, trouxe-nos o pecado, mas Jesus nos trouxe a redenção inaugurando uma nova humanidade que agora conhece o rosto de Deus e deve configurar-se a Ele para, assim como Ele, voltar ao Pai.

A Santa Igreja Católica é o caminho seguro para nos levar ao conhecimento do Pai e do Filho. Ela é a mãe que acolhe, com o mesmo olhar de Maria, os filhos tão amados. A fé não pode ser vivida individualmente, precisa ser vivida em comunidade, pois é através dos irmãos que nos aproximamos de Cristo.

Que Nossa Senhora, Mãe da Igreja e nossa, dê-nos o dom de olhar como ela nos olha com ternura e misericórdia e que seja nossa seta em direção a seu amado filho Nosso Senhor Jesus Cristo, amém!

Boa semana a todos!

 

 

[1] CEC (Catecismo da Igreja Católica) 26-49.