Vivat Cor Iesu!

Caros irmãos e irmãs em Cristo, bem vindos ao CommunioSCJ!

Antes de tudo, quero dar as boas vindas ao Luiz Guilherme que já contribuiu com nosso blog na semana passada e certamente será uma valiosa ajuda neste ministério virtual. Fico feliz em tê-lo aqui conosco! Deus seja louvado!

Neste Ano da Fé estamos estudando o Catecismo da Igreja Católica (CEC). Por isso, dando um passo adiante no caminho que iniciamos na semana passada, nos deparamos com Deus: Ele não é distante, mas vem a nós – Ele se revela.

Retomando a Constituição Dogmática Dei Verbum (DV) do Concílio Vaticano II, o CEC (n. 142) nos diz que “pela sua revelação, ‘Deus invisível, na riqueza do seu amor, fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele’ (DV 2)”. Aqui temos, creio, uma verdade fundamental que não podemos perder de vista se quisermos realizar aquilo que nos é proposto pelo Santo Padre neste Ano da Fé: Deus se revela porque nos quer consigo – Deus vem ao nosso encontro porque nos quer em comunhão consigo.

Desde os primeiros atos de seu pontificado, o Santo Padre Bento XVI nos tem chamado nossa atenção para o fato de que “no início do ser cristão não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, assim, o rumo decisivo” [1]. É imprescindível notarmos que não somos uma religião de livros: somos a religião do relacionamento pessoal com o próprio Deus que se fez homem para nos alcançar, para nos ter consigo.

Neste relacionamento, a resposta adequada do ser humano é a fé, pela qual “o homem submete completamente a Deus a inteligência e a vontade; com todo o seu ser, o homem dá assentimento a Deus revelador” [2]. Note bem: pela fé, o homem submete a inteligência e a vontade a Deus. Não só a inteligência, pois a fé não é uma gnose. Nem só a vontade, porque não somos voluntaristas. Mas, de fato, professar a fé significa iluminar nossa vida e guiá-la a partir do relacionamento com Deus por Jesus Cristo no Espírito Santo.

Isso só é possível porque Deus se revelou. “É justo e bom confiar totalmente em Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Seria vão e falso ter semelhante fé numa criatura” [3]. Ou seja, “Podemos crer em Jesus Cristo, porque Ele próprio é Deus, o Verbo feito carne” [4]. Podemos crer em Deus porque nos foi dada a força do Espírito Santo “que revela aos homens quem é Jesus” [5].

Irmãos e irmãs, trata-se de uma relação com o Deus verdadeiro que é Amor. O simples estudo do Catecismo não é suficiente, se não assumimos a fé da Igreja ali expressa como dom do Pai para nós por Jesus Cristo no Espírito Santo e, assim, não embarcamos nesta maravilhosa aventura de crer, de vivermos iluminados pela fé.

Que Maria Santíssima, aquela que realizou a obediência da fé com perfeição [6], nos acompanhe neste Caminho.

Grande abraço a todos! Até a próxima.

 

 

[1] BENTO XVI. Deus Caritas est, n.1.

[2] CEC 143.

[3] Idem, 150.

[4] Idem, 151.

[5] Idem, 152.

[6] Idem, 148.