Olá amigos,

Temos refletido até agora sobre como Deus se inclina para o homem e como, por amor, se revela, dando ao homem todo conhecimento necessário para sua salvação através de seu filho Jesus.

Hoje falaremos sobre a resposta do homem a Deus, que recebendo o seu convite, percebe a mão divina em sua direção e a agarra.

Esta resposta humana ao desejo divino de comunhão, esse amor correspondido do homem a Deus chamamos fé.

Para crermos, não são necessárias provas materiais, e se existissem, não se precisaria da fé. Deus é infinitamente maior do que tudo o que é palpável e maior do que a compreensão humana que só vai até onde permite o Espírito Santo.

Apesar de ser um dom recebido de Deus, a fé é essencialmente humana e Ele não obriga ninguém a crer, não nos priva de nossa liberdade de escolha, vontade ou de pensamento, embora, em sua infinita misericórdia, o Senhor conhecendo seus filhos como conhece, saiba muito bem como atraí-los.

Deus permite o sofrimento humano para lembrá-los de sua fraqueza e impotência e de que somente encontra-se a paz abandonando-se em suas mãos.

Os que se sentem fortes e autossuficientes, criam uma fortaleza ao seu redor e não deixam a graça divina entrar, pois pensam que tudo depende deles e não se confiam nas mãos de Deus. Este sentimento evidencia uma grande falta de humildade, acarretando uma sobrecarga emocional quando realmente percebe o tamanho do peso carregado nos ombros que podia ser muito mais leve, se dividido com o Senhor.

Quando o ser humano encontra em seu caminho uma grande dor, abre os olhos e percebe que não está só e que Ele está sempre disposto a recebê-lo de volta, esta é a fenda na “fortaleza” que Deus espera para penetrar novamente na alma e resgatar seus amados.

A Virgem Maria é o maior exemplo de fé do Novo Testamento, disse sim a Deus sem saber o que aconteceria em seu futuro, apenas confiou e obedeceu. E diante da morte do filho, com o coração dilacerado por tamanha dor, jamais duvidou dos desígnios de Deus. Quando não tinha mais nada a fazer, abandonou-se, como eram unânimes em dizer os grandes santos.

Embora muitos digam que a Fé contradiz a Ciência, não é verdade. As primeiras universidades do mundo eram católicas. A Igreja sempre se preocupou em formar pessoas que pudessem estudar e trazer respostas à humanidade. A Fé e a Razão são duas asas que nos conduzem à Verdade [2], por isso todos devem ficar atentos a todas as descobertas e estudos à cerca da Doutrina que professam, sem descuidar também do que acontece na sociedade. É através da Palavra de Deus e dos ensinamentos da Igreja que podemos fincar raízes numa fé sólida, que não se deixa abater por nenhuma tempestade (e veja que são muitas).

É preciso aproximar-se de Deus, ter um relacionamento profundo com Ele. Mas para isso, não se pode esperar sentir sempre a euforia da primeira experiência de conversão, porque isso passa. Nem sempre o coração vai arder ou a emoção vai tomar conta. Relacionamento profundo é buscá-lo mesmo quando não se consegue ouvi-lo ou não se tem vontade de procurá-lo. É como o namoro, começa pela paixão e depois de um tempo amadurece e transforma-se em amor, em compromisso sério.

Virgem Mãe, que o amor derramado por Deus em nossas vidas jamais fique sem nossa resposta, mesmo sabendo que somos finitos em nossa capacidade de amar, fazei com que consigamos nos abandonar sem medo nas mãos de Deus que jamais nos deixa só, Amém.

Boa semana a todos!

 

 

Recomendo:

DAJCZER, T. Meditações sobre a fé. São Paulo: Palavra e Prece, 2007.

CEC, n. 142-165 (A resposta do homem a Deus).

[1] 2Cor 12

[2] Cf. JOÃO PAULO II, Fides et Ratio, n. 1.

Anúncios