Olá, amigos!

Já ouviu alguém dizer que crê em Deus, mas não na Igreja? E alguém dizendo que reza em casa porque não gosta de ir à Missa?

Dificilmente alguém responderá não a essas duas perguntas.

A Igreja Católica, fundada por Cristo, foi construída pelos apóstolos que conviveram com Ele e receberam dele todos os ensinamentos, os transmitiram aos discípulos, que por sua vez, foram retransmitindo até chegar até nós.

A Igreja é a zelosa guardiã da Revelação divina, protege-a em sua totalidade e preservando a fé recebida de Deus pela boca de Jesus Cristo. Mesmo criticada e taxada como antiquada, ela não esmorece diante dos obstáculos que o mundo impõe, pois está disposta a tudo para proteger a Verdade. A Igreja, corpo místico de Cristo, está disposta a abrir mão da própria vida, se for preciso novamente.

As notícias observadas na mídia deixam bem clara a intenção de destruir os valores que a Igreja defende: a afetividade e sexualidade, a dignidade humana, a vida. Vagarosamente, os governantes não só do Brasil, mas das potências mundiais, têm aprovado leis que vão contra tudo o que a Igreja prega. A lei que aprova o aborto em anencéfalos, casamento entre homossexuais, tirar a cruz dos estabelecimentos públicos, tirar o “Deus seja louvado” das cédulas, são alguns exemplos de que o governo não quer mais caminhar em comunhão com Deus, está tornando-se pagão, ou “laico”, como prefere ser chamado.

Há um ensinamento antigo que diz que para se cozinhar um sapo, você não pode jogá-lo na água fervente, pois ele tentaria fugir, faria muito barulho e sujeira. Por isso, deve-se colocá-lo em água fria e fogo brando, para que ele não perceba o que está acontecendo até que seja tarde demais para ter forças de fazer alguma coisa. É justamente o que está acontecendo conosco, estamos sendo “cozidos em fogo brando”.

A Igreja é nossa mãe, não podemos nos afastar dela, para não corrermos o risco de nos perdermos e cairmos no abismo. Sem seguir os ensinamentos dela, nos afastamos de Deus e estar fora da comunidade eclesial é muito perigoso, já que a fé foi passada a nós por alguém e deve ser passada aos outros. Sem a comunidade perde-se o suporte de todo cristão que precisa do outro para a santificação.

A tarefa dos discípulos deste milênio é muito difícil, é contrariar o que o mundo, os amigos e a mídia diz e testemunhar que a felicidade não vêm do mundo, vem somente de Deus e que pertencer à Igreja é estar realmente no colo da mãe que nos acolhe e nos ensina, mas quando for preciso, vai nos corrigir também.

A mãe impõe limites não porque quer manter seus filhos presos, mas porque os quer seguros, andando por um bom caminho, se respeitando e respeitando o outro. Falta de limites não é liberdade. Ser livre é não se deixar escravizar por aquilo que prejudica seu corpo e sua alma. Ser livre é saber de quem se é filho e reconhecer que a herança a que se tem direito vai muito além de qualquer bem material ou prazer momentâneo que existe neste mundo. A Igreja vive na convicção de que em nenhum coração humano há traição tão grande que a palavra perdão não possa encontrar seu lugar […] A Mãe-Igreja olha para seus filhos com infinita piedade e murmura: “Que importa que vos tivésseis afastado de mim se estava sempre perto de vós?” [2].

Lembre-se que nós temos Pai e Mãe e não podemos amar apenas um deles sem desprezar o outro.

Um abraço a todos e uma boa semana!

 

 

[1] S. Cipriano. Cf. CEC 181.

[2] DJACZER, Tadeu. Meditações sobre a fé, pg. 184.