Olá, meu amigo e minha amiga!

Dentro do nosso projeto de aprofundarmos o estudo do Catecismo, refletiremos um pouco mais sobre o Símbolo de Fé que recebemos dos apóstolos, o Credo. Nesta oração, confessamos, reafirmamos e propagamos a fé em Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, sem confusão e sem separação, simples assim.

Desde o início dos tempos e em muitas religiões, Deus é reconhecido como criador do mundo, como rei dos reis ou como deus dos deuses. Para o cristão, Ele é o Pai por excelência, e mais ainda é Pai em razão da Nova e Eterna Aliança de amor e misericórdia com o ser humana inaugurada em Jesus Cristo, e perpetuada através dos séculos com o Espírito Santo.

A forma mais simples de entender essa relação entre Pai, Filho e Espírito é defini-la como o Pai que ama, o Filho que é amado e o Espírito Santo que é o amor entre Eles. Esse sopro está presente desde a Criação entre nós e é capaz de trazer, através de sua tão suave brisa, a voz de Deus.

A Trindade é indivisível quanto à sua natureza. Ainda assim, podemos dizer que o Pai é a origem da Trindade: tudo procede dele. “O Espírito Santo […] recebe a sua essência Trindade - pinturae o seu ser ao mesmo tempo do Pai e do Filho, e procede eternamente de um e do outro como dum só Princípio e por uma só espiração […] E porque tudo o que é do Pai, o próprio Pai o deu ao seu Filho Unigênito, gerando-O, com exceção do seu ser Pai, esta mesma procedência do Espírito Santo, a partir do Filho, Ele a tem eternamente do seu Pai, que eternamente O gerou” [1].

“Os Apóstolos confessam que Jesus é o Verbo [que] estava [no princípio] junto de Deus e que é Deus (Jo 1, 1), a imagem do Deus invisível (Cl 1, 15), o resplendor da sua glória e a imagem da sua substância (Heb 1, 3)” [2].

“Cada pessoa divina realiza a obra comum segundo a sua propriedade pessoal. É assim que a Igreja confessa, na sequência do Novo Testamento, um só Deus e Pai, de Quem são todas as coisas; um só Senhor Jesus Cristo, para Quem são todas as coisas; e um só Espírito Santo, em Quem são todas as coisas. São, sobretudo as missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo que manifestam as propriedades das pessoas divinas” [3].

No Batismo, nós também somos chamados a participar da Trindade, por meio da fé inspirada pelo Espírito. Esse chamado de amor, observado desde o início do nosso estudo quer levar o homem ao seu destino, que é tornar-se um com Deus. Deus não cansa de inclinar-se ao ser humano e estender sua mão, esperando que o homem possa agarrá-la. Nesse contexto de amor sem limites, desde o início, Deus suscitou profetas que alertassem o povo sobre a sua vontade, e no ápice de seu amor, mandou seu único Filho para nos revelar todo seu amor por meio de suas palavras e no fim, com a rejeição de muitos, revelou também todo o sofrimento do amor não-correspondido pela humanidade quando foi crucificado. O sofrimento de Jesus na cruz é o próprio sofrimento de Deus pela humanidade.

Que o Senhor esteja sempre conosco, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

 

 

[1] CEC, n. 246.

[2] CEC, n. 241.

[3] CEC, n. 258.