Olá, amigos!

Continuando nossa reflexão sobre o Credo, hoje conversaremos um pouco mais sobre a primeira pessoa da Trindade, da qual se origina todas as coisas, o nosso Deus Todo-Poderoso, o único com o poder de criar a partir do nada. O ser humano, embora desenvolva novas tecnologias, produza inovações, não as cria, transforma.

A curiosidade humana, a busca pela descoberta de meios que facilitem sua vida e lhe dêem comodidade, em si é boa, pois foi Deus quem a deu com o fim de promover o bem comum, mas se torna danosa quando usada de forma errada, egoísta, promovendo o mal e afastando as pessoas de Deus.

Muitos são os exemplos de experiências catastróficas nas quais o ser humano pensou ter o direito de “brincar de Deus” e deixou marcas na História que jamais serão esquecidas. As guerras, a bomba em Hiroshima e Nagasaki, o Holocausto na Alemanha, Chernobyl, são alguns exemplos.

Mesmo o homem sendo capaz de coisas tão ruins, não foi criado para isso. Deus detém A Criação do homem - Michelangelotodo poder do céu e da terra e mesmo assim olha para o ser humano com esperança. Concedeu ao homem a inteligência para cuidar de tudo o que Ele criou, e mesmo vendo-o usar essa inteligência, muitas vezes, em seu próprio benefício e em detrimento de outros, ainda acredita, insiste na aproximação com o homem, o ama infinitamente. Na verdade, o próprio Deus é amor, amor-doação [1].

Deus não se impõe perante a humanidade para oprimi-la, embora seu poder o permitisse se quisesse, Ele manifesta-se na suavidade da brisa, na singeleza das flores, na leveza do ar que respiramos. Usa-se muitas vezes o nome de Deus para justificar uma vingança, ou algo ruim que acontece, mas não é assim, Deus não se vinga, pois não conhece o ódio, apenas a justiça, a mesma justiça que educa os filhos e evita que se percam e que os ensina que são dotados de liberdade, porém se usá-la da forma errada, arcarão com as consequências.

A compreensão humana sobre Deus é muito pequena, é mais fácil compreendê-lo a partir de tudo o que Ele não é até o ponto em que Ele próprio se deixa compreender. Deus não age impulsionado por emoções e desequilíbrios humanos, Ele é Deus e nos convida a nos tornarmos como Ele, não em matéria de poder, mas em matéria de amor, misericórdia e justiça, pois somos herdeiros do seu Reino e não deste mundo [2].

Que o Senhor nos dê a sabedoria necessária para conduzirmos nossa vida de acordo com sua vontade, pois somente Ele é Deus, dono de todo poder, honra e glória, amém.

 

 

CEC – §268 – 278

[1] Deus caritas est

[2] João 17,15