Olá, amigos!

Sejam bem-vindos ao CommunioSCJ. Nesta semana, daremos início à reflexão do segundo capítulo do Credo que se refere à segunda pessoa da Trindade, Jesus Cristo.

Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus veio habitar entre nós por meio de Seu Filho. Nasceu em Belém um menino, educou-se com Maria e com José. Era divino em sua natureza, porém precisou aprender a caminhar, a falar, a crescer, aprendeu o ofício de seu pai terreno numa carpintaria e, aos poucos, sua missão foi lhe sendo revelada pelo Pai celeste. No evangelho de Mateus (15,22-28), no episódio em que Jesus encontra a Cananeia que clama ajuda para a filha endemoninhada, Jesus lhe diz que não pode tirar o pão dos “filhos para dar aos cachorrinhos”, ou seja, que não podia dar a outros, senão aos judeus a salvação. Mas ela demonstra uma grande fé, lhe dizendo que até os “cachorrinhos” podem se alimentar das migalhas que caem da mesa dos senhores. Neste momento, podemos perceber que Jesus entende que, na verdade, veio trazer a salvação para todos, não só para os judeus. Porém, até este momento, Ícone - Nascimento do SenhorEle não tinha pleno conhecimento dos planos de Deus para Si e para toda humanidade, embora, as Escrituras já falassem de sua missão.

O Novo e o Antigo Testamento convergem para a pessoa de Jesus Cristo, convergem para a vinda do Messias aguardado por séculos para promover a reconciliação da humanidade com Deus-Criador. Jesus é o novo Adão.

As pessoas que se encontram com Jesus tem sua vida transformada para sempre: Os doze apóstolos, Paulo, Madalena, Lázaro, Marta, Maria e tantos outros. Jesus não passou e não passa pela vida de ninguém sem transformá-las. É um encontro tão grandioso que transborda e faz ecoar por toda parte o testemunho de uma forma de vida diferente, santa, que antes foi desprezada na desobediência de Adão e agora é reinaugurada no próprio corpo e sangue de Jesus, obediente até o fim.

Somente o testemunho de quem vivencia o encontro com Jesus convence. Se não for assim, esqueça. Para conhecermos melhor quem é Jesus Cristo, devemos primeiramente entender os termos usados para qualificá-lo:

O próprio nome Jesus já define sua identidade e missão, significa “Deus salva”. Ora, nós somos pecadores e Deus deu a Jesus o poder de perdoar pecados, sendo estes pecados justamente ofensas contra Deus, quem mais além Dele mesmo teria autoridade para perdoá-los?

Não há na terra nome mais poderoso do que o de Jesus. Por meio deste nome, os discípulos realizaram milagres; os santos morreram proclamando seu nome e por meio dele encontraram alívio e força para os piores momentos de suas vidas.

Cristo não é um sobrenome, mas um adjetivo que designa sua missão e significa Messias ou Ungido. Ser ungido significa receber uma missão do próprio Deus. A unção era devida apenas ao rei, ao sacerdote e a alguns profetas. Jesus foi ungido ao mesmo tempo pelo Espírito Santo como rei, sacerdote e profeta. No batismo de Jesus está presente Aquele que ungiu que é o Pai, o Ungido que é o Filho e a Unção, que é o Espírito Santo.

“Eis meu Filho amado”, proclamou a voz de Deus no Batismo, porém, mesmo o povo mais tarde reconhecendo Jesus como o Messias que tanto esperava, ainda não o via claramente. Esperava um guerreiro que libertasse Israel e assumisse o reino, mas o reino Dele nunca foi deste mundo e somente depois da cruz e da Ressurreição, puderam compreender e propagar a todo o mundo quem era Jesus de Nazaré. Foi graças ao testemunho e à catequese de Pedro e seus amigos que enxergaram, por meio do Espírito Santo, a divindade de Jesus, que nós hoje cremos.

Que o Espírito Santo sopre sobre nós a mesma coragem que soprou nos santos e santas de Deus, para que façamos ecoar a voz de Jesus para todos que ainda não o conhecem e por isso, ainda não o amam. Amém.

Abençoada semana a todos!

CEC 422-440.