Olá, amigos!

Nesta semana, demos uma pausa na reflexão sobre o Catecismo para nos despedirmos com muito carinho de nosso amado Papa.

Bento XVI, agora papa emérito, deixa o pontificado por forças além de sua vontade, já não encontra forças para seguir conduzindo a Igreja em tempos tão difíceis.

Esse gesto de renúncia deixou o mundo boquiaberto, já que o atual sistema Bento XVI termina seu pontificado_02mundial preza tanto o apego a cargos, títulos e bens materiais e não está acostumado a abrir mão de nada. A mídia faz ainda várias especulações sobre problemas dentro da Igreja e creio que realmente existam. Em que família não há problemas? Deixamos de amá-la por causa disso? A Igreja é muito maior que tudo isso, pois ela é o corpo de Cristo.

A decisão de Bento XVI não desestabilizou a fé dos católicos como a mídia tem tentado nos fazer acreditar, pelo contrário, nesse tempo em que vivemos a Quaresma, nos faz refletir sobre o que é realmente essencial na vida de todos nós e nos faz pensar se temos renunciado aquilo que desagrada o coração de Deus. O essencial para Bento XVI é a Igreja e quando viu que não tinha mais forças para conduzi-la com o punho forte que ela precisa, através de muita oração, pois não decidiu sozinho, ele preferiu entregar essa missão a alguém mais capacitado. Quão digno e corajoso foi esse ato! Uma verdadeira lição para cada um de nós.

Ele não precisava renunciar. Ninguém o condenaria caso ele escolhesse, mesmo Bento XVI termina seu pontificado_03fraco, continuar sendo Papa. Poderia não viajar mais em razão da saúde frágil, se envolver menos em assuntos difíceis, se poupar mais e no momento de sua morte receberia todas as honras da mesma forma. Mas não, por amor, ele abriu mão de todas as honras, preferiu terminar sua vida de maneira simples e humilde porque ama a Igreja e sabe que para Jesus não dá para ser mais ou menos. Dispensou todas as honras, a exemplo de Jesus, que ocupou o último lugar no mundo, a cruz, e é essa humildade radical que desconsertou o mundo nas últimas semanas, pois todos querem uma explicação pelo seu ato, que não foi nada mais do que despojar-se de tudo por amor, como aprendeu com o Mestre Jesus [1].

Paulo disse em suas cartas que quando somos fracos é que somos fortes, pois é aí que a força do nosso poderoso Deus pode tomar conta de nós [2]. É nesse momento que Deus nos carrega nos braços, quando não nos resta mais nada, nos entregamos inteiramente a Ele.

Bento XVI escreveu livros belíssimos que falam com muito amor sobre Jesus e para muitos, como eu, foram essenciais para o amadurecimento da fé. Os livros Jesus de Nazaré foram muito importantes na minha caminhada. Após muitas opiniões e discussões sobre quem é realmente o Jesus histórico, ler os ensinamentos dele, Bento XVI termina seu pontificado_01me ajudou a compreender melhor a essência da mensagem de Cristo e apesar de tantas contrariedades no seu pontificado, ele sempre fez a vontade do nosso Mestre. Lutou com muita coragem a favor da Igreja, defendeu a vida, a família e a paz o quanto pôde. Agora, nada mais justo que, quando não mais lhe resta forças, deixá-lo estar mais próximo de Jesus em oração; e oração por todos nós.

A Igreja jamais vai esquecê-lo e no mesmo momento que derrama lágrimas por sua ausência, é extremamente grata por mais uma vez ser surpreendida por um ato tão generoso como esse de colocar em primeiro lugar o destino de toda a Igreja acima de si mesmo. Não importa o que o mundo diga sobre o nosso querido amigo estar abandonando a Igreja, isso não é verdade. Ele a ama e a Igreja o ama muito e vai amá-lo e lembrar dele como grande exemplo de fé dos últimos anos.

Obrigada por tudo, Papa Bento XVI, nós te amamos muito e como o senhor, nós também rezaremos pelo novo Pontífice, o amaremos e obedeceremos.

Abraço a todos!

 

 

[1] BENTO XVI, Jesus de Nazaré da Entrada em Jerusalém à Ressurreição.

[2] 2Cor 13.