Olá mais uma vez, queridos amigos do CommunioSCJ. Sejam bem vindos!

Nesta semana, cheios de entusiasmo, vamos nos deter na venerabilíssima figura da Santíssima Virgem Maria. É evidente que com isso não pretendemos equiparar nossa Senhora com o Filho de Deus, pois, como dizia São Luís Maria, “comparada à Majestade infinita ela é menos que um átomo” [1]. Entretanto é preciso sempre reconhecer coma a Igreja que “o que a fé ensina sobre Maria ilumina, por sua vez, sua fé em Cristo” [2].

Embora Deus, em sua Onipotência, pudesse ter vindo até nós de infinitas formas, “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de NossaSenhoraAparecidamulher” (Gl 4,4). E essa mulher é a Santíssima Virgem Maria que, escolhida e predestinada a ser aquela que daria à luz ao Salvador, “torna-se a arca da aliança, o lugar de uma verdadeira habitação do Senhor” [3]. Mas o que dizer sobre essa mulher que recebeu tão grande missão? Poderia ela, por acaso, ter recebido o Senhor em um ventre manchado pelo pecado? Obviamente não!

Quando Deus nos confere um encargo, Ele sempre nos confere também os meios de realizá-lo. Assim sendo, Maria, que recebeu a maior função dentre todos os seres humanos, foi concebida, nas palavras do anjo, “cheia de graça”. Meditando o tamanho da missão de Nossa Senhora, não parece exagerada a afirmação de São Luís Maria, quando diz: “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria” [4].

Para que pudesse conceber Cristo em seu ventre, Maria “foi redimida desde a sua concepção” [5]. Ela foi desde o nascimento “preservada imune de toda a mancha do pecado original”, como diz o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX.

Para que ficasse claro que a Encarnação foi uma “iniciativa absoluta de Deus” [6], Nossa Senhora de GuadalupeMaria foi capaz de conceber o Cristo sendo virgem. Sua virgindade atesta que Jesus não é um homem como nós somos, pois foi concebido pelo poder do Espírito Santo, herdando a natureza humana de sua mãe, mas preservando sua eterna natureza divina.

Para que pudesse gerar a natureza humana de Jesus, Maria acabou se tornando a “Mãe de Deus (Theotókos)” [7]. Pois o homem que nasceu de seu ventre foi a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho do Pai.

Diante de todos os dons que Deus ofereceu à Santíssima Virgem, entendemos porque “a concepção e o nascimento de Jesus da Virgem Maria são elementos fundamentais da nossa fé e um luminoso sinal de esperança” [8]. Esses fatos apresentam o Deus cheio de amor que nos busca e nos salva; identificam o Deus que não só pode, mas quer operar maravilhas em nossas vidas; mostram que Deus age aqui, na carne, e não apenas no plano das ideias.

Cheios de esperança, aguardamos o dia em que estaremos juntos com o Pai, com Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Santíssima Mãe nos Céus. Sabemos que existe uma grande luta a ser travada para alcançarmos essa meta. Mas felizes nos lembramos das palavras que Cristo dirige do alto da cruz a São João e a toda a humanidade: “Eis a tua mãe!” (Jo 19, 27). Pois “a maternidade espiritual de Maria estende-se a todos os homens que ele veio salvar” [9]. Como ficarmos desanimados se sabemos que temos tão admirável Mãe que intercede continuamente por nós?

Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus!

 

 

[1] SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 25.

[2] CEC (Catecismo da Igreja Católica), n. 487.

[3] RATZINGER, J. A Infância de Jesus. São Paulo: Planeta, 2012, p. 31.

[4] SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 30.

[5] CEC, n. 491.

[6] CEC, n. 503.

[7] CEC, n. 495.

[8] RATZINGER, J. A Infância de Jesus. São Paulo: Planeta, 2012, p. 52.

[9] CEC, n. 501.