Olá, amigos!

Retomando nossas reflexões sobre o Catecismo, chegamos ao Artigo 4, “Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado”. Por séculos, a culpou-se os judeus pela morte de Jesus. Hitler usou isso para cometer as maiores atrocidades contra homens, mulheres e crianças judias. Quanta injustiça, já que mesmo Jesus invocou sobre os judeus a ignorância quando disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”, para justificar a sua condenação [1]. Eles não conheciam Jesus, pois se o conhecessem como o Filho de Deus que Ele era, jamais o teriam entregado para a morte [2].

Jesus morreu como consequência de sua missão salvífica, em meio a uma sociedade hipócrita que julgava os fracos e os pobres, indignos do amor de Deus. Acreditavam que a pobreza e a doença eram castigo e que Deus abençoava apenas os seus amados com bens materiais. Mas Jesus foi de encontro ao povo e mostrou a verdadeira face de amor do Pai. Mostrou que a maior riqueza não está Ícone - Extrema humildadenos bens e nas propriedades acumuladas aqui na terra, mas sim no céu. E por isso, não titubeou em entregar sua vida por nós. Teve medo, suou sangue, chorou pelos amigos que o deixaram só, mas sabia dos planos de Deus e foi fiel até o fim.

O cristão não tem outra saída além de seguir o seu mestre ao mesmo destino, de segui-lo até a cruz. Segundo João Paulo II, o martírio atual é a ridicularização. Os cristãos, por enquanto, não sofrem na carne, como antigamente, porém sofrem a ridicularização quando quer se manter dentro dos valores ensinados por Cristo, num mundo em que se tornou antiquado ser de Deus.

Estão destruindo os valores essenciais da sociedade, deturpando os valores familiares, desvalorizando a vida, estimulando um novo tipo de sociedade sem valores, com pessoas que vivem apenas em busca de prazeres momentâneos, de riquezas, de poder. Querem que as pessoas esqueçam e desprezem o amor de Deus. Afinal, esse amor é contrário a tudo o que o mundo prega. Enquanto Deus é amor e comunhão, o mundo faz os seres humanos voltarem-se contra si mesmos, se ferindo, se tornando objetos uns dos outros, tentando preencher um vazio que possuem na alma com coisas supérfluas, mas nada vai preencher este vazio, pois esta parte do ser humano é a parte que pertence a Deus e só Ele pode preencher. Deus é grande demais, como poderia algo infinitamente menor ocupar o espaço feito sob medida somente para Ele?

Conhecer a Cristo é conhecer a si mesmo e esta necessidade profunda de Deus. A Mosaico - Via SacraCruz para o cristão de hoje, é não ter medo de mostrar o que é certo e denunciar o que é errado, custe o que custar, pois a maior riqueza não está aqui. Os santos e mártires mostraram isso, quando preferiram a morte a negar Jesus. Pedro negou Jesus três vezes por medo quando estava a caminho de seu martírio, mas depois que viu Jesus ressuscitado, ele não teve mais dúvidas de que o Reino dos Céus era e é real e não duvidou de que precisaria seguir o mesmo caminho do Mestre para chegar a estar com Ele novamente [3].

Como disse anteriormente, nosso preço a pagar por ser cristão não é mais o martírio, mas a ridicularização e várias vezes nos calamos por medo disso, mas o que é a ridicularização diante do sangue e do sofrimento de Jesus na cruz?

Não podemos mais pecar pela omissão, tempos muito difíceis para a Igreja se aproximam e se nos calarmos, nossos filhos sofrerão as consequências. Cada um do seu modo, no seu meio pode influenciar opiniões, se souber defender o que a Igreja prega com o amor e a convicção com a qual Jesus o fez.

O cristão deve lutar com as mesmas armas de Jesus, amor, paciência, paz e justiça. Deve defender o que acredita, haja o que houver, sem agredir ninguém. Configurar-se a Cristo, ser como Ele, essa é a nossa meta.

Que o Senhor nos abençoe!

 

 

Recomendo:

CEC 571-630.

[1] Lc 23,34.

[2] CEC 597.

[3] Lc 22,56-62.

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