Amigos sejam bem vindos!

Já refletimos sobre o Pai e sobre o Filho, nesta semana, começaremos a refletir sobre a Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo e para isso recomendamos a leitura do Capítulo Terceiro da Profissão de Fé do Catecismo para um maior aprofundamento do tema.

O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento Pentecostes_03para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d’Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino [1].

A nossa fé só é possível graças ao Espírito Santo, sem ele, não seríamos capazes de ter Jesus como o Senhor de nossas vidas. Foi graças ao Espírito que os apóstolos puderam seguir em frente com alegria, após a morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus. O Espírito permaneceu entre eles animando-os no caminho árduo e necessário para o cumprimento da missão de levar Jesus aos que ainda não o conheciam.

Deus Pai, Filho e o Espírito Santo, permanecem juntos no mistério da Santíssima Trindade desde sempre, porém, cada momento da História foi marcado de modo especial pela ação de cada um deles:

O Antigo Testamento, marcado por Deus Pai, no momento da criação, nas manifestações aos profetas;

O Novo Testamento, marcado por Deus Filho, que nasceu, cresceu, ensinou, sofreu, morreu, ressuscitou, ascendeu ao céu e nos reconciliou com Deus Pai, restaurando a Eterna Aliança rompida pelo pecado de Adão;

E agora, o Deus Espírito Santo é quem caminha com a Igreja, consolando-a, animando e defendendo-a. É o sopro do Espírito que move, sustenta e renova a Igreja por quase dois mil anos, sem que ela se desvie dos desígnios de Deus.

O Espírito Santo fez parte do projeto de Salvação desde a concepção de Jesus até Pentecostes_04sua Ascensão, porém, já estava presente antes, com o Pai e com o Filho, desde a criação do mundo, depois, inspirando os autores nas Escrituras; com a Virgem Maria na concepção de Jesus e no seu Batismo; na Transfiguração e na sua morte; na fé que não deixou os apóstolos desistirem. Sempre esteve zelando pela unidade da Igreja; está presente na Liturgia, quando revivemos no altar o sacrifício de amor do Filho ao Pai; na oração, quando o Espírito as colhe e as conduz a Deus e retorna com a Palavra e o consolo ao coração dos homens; nos sacramentos, carismas e nos ministérios que edificam a Igreja; no testemunho dos santos, onde manifesta sua santidade e continua a obra de salvação [2].

O Espírito Santo é realmente Deus, consubstancial ao Pai e ao Filho, é d’Eles inseparável, tanto na vida íntima da Trindade como no seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia sempre o seu Espírito: missão conjunta na qual o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo quem aparece, Ele que é a Imagem visível de Deus invisível; mas é o Espírito Santo quem O revela [3]. Deus ama o Filho, o Filho ama o Pai e o Espírito é o amor que transborda entre os dois.

Após a volta do Filho ao Pai, o Espírito é enviado a todos os corações que creem. É este que infunde nos corações a certeza da natureza divina de Jesus, que por sua Encarnação, tornou-nos filhos adotivos, e cabe aos filhos por adoção, a missão de transbordar o amor comunicado pelo Pai por meio de Jesus a nós, e por meio deste amor promover a união de todos em Cristo.

O sopro do Espírito paira sobre todos, pois é livre, leva aos que se abrem à sua ação o amor e a voz do Pai e do Filho. Para ouvi-los é necessário estar atento à brisa suave [4], pois é no silêncio que Deus nos fala. Saibamos calar-nos e aquietar-nos para ouvir o Espírito de Deus, aquele que nos aconselha e nos livra do mal.

 

 

CEC 687-716.

[1] CEC 691.

[2] CEC 688.

[3] CEC 689.

[4] 1Reis 19.

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