Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Caros irmãos e irmãs, sejam mais uma vez bem vindos ao CommunioSCJ! Continuamos nossa reflexão acerca da profissão de fé católica, orientados pelo Catecismo, para vivermos bem o Ano da Fé. E, providencialmente, no reinício do Tempo Comum, quando a Liturgia da Santa Mãe Igreja nos propõe as solenidades de Pentecostes (como encerramento do Tempo Pascal) e da Santíssima Trindade, estamos debruçados sobre o Espírito Santo.

Acerca do dia de Pentecostes, diz o Catecismo: “por sua vinda – e ela não cessa –, Ícone - Pentecosteso Espírito Santo faz o mundo entrar nos ‘últimos tempos’, o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado” [1]. Caros irmãos e irmãs, nesta frase há uma verdade sobre a qual eu nunca tinha me detido com afinco, mas que há algumas semanas me tem feito refletir um bocado: a vinda do Espírito Santo nunca cessa.

Não, meus caros, a vinda do Espírito Santo não aconteceu simplesmente: ela acontece agora. O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, derramado sobre a Igreja não é um fato passado: é atual e real. Aí se entende porque Ele é chamado de Alma da Igreja, visto que é Ele quem dá vida à Igreja – e nunca cessa de fazê-lo. Em outras palavras, como nos tem lembrado o Santo Padre, o Papa Francisco, desde o início de seu pontificado, sem o Espírito a Igreja perde sua identidade e torna-se uma ONG, até capaz de filantropia, mas sem a verdadeira caridade.

Enfim, é o Espírito Santo, que não cessa de vir à Igreja, que prepara a humanidade Ícone - Pentecostespara conhecer Cristo, que nos manifesta o próprio Senhor ressuscitado e torna-nos presente seu mistério. É Ele, ainda que nos coloca em comunhão com Deus de modo que produzamos fruto [2]. Ou seja, é no Espírito que, por Jesus, entramos em comunhão com a Trindade.

Então, chegamos a um ponto que não pode ser esquecido e que o Santo Padre, o Papa Francisco, fez questão de lembrar justamente na Solenidade de Pentecostes: “estudar a fé é importante, mas o mais importante é o encontro com Jesus” [3]. Meus irmãos, a teoria de nada adianta. Conhecer toda a doutrina, embora seja importante, tem pouco valor se não nos leva a encontrar Jesus no Espírito e, por Ele, chegarmos à comunhão com o Pai.

Pois é justamente isso que nos faz verdadeiros cristãos: encontrarmo-nos com Cristo. Já dizia o Santo Padre, o Papa emérito Bento XVI que “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” [4]. E é justamente deste encontro que brota a alegria que transforma a vida de quem crê.

Também eu, junto com Bento XVI, “queria que cada um sentisse a alegria de ser cristão, de ser amado por Deus, que entregou o Seu Filho por nós” [5]. Que o Espírito Santo encontre em nós corações abertos à Sua ação, como outrora encontrou um coração inigualavelmente dócil na Santíssima Virgem Maria.

Um fraterno abraço a todos, até a próxima!

 

 

[1] Catecismo da Igreja Católica (CEC) 732.

[2] Cf. CEC 737.

[3] FRANCISCO. Vigília de Pentecostes: tocar no corpo do pobre é tocar o corpo de Cristo. Disponível em: <http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/19/vigília_de_pentecostes:_tocar_no_corpo_do_pobre_é_tocar_no_corpo_d/bra-693522>.

[4] BENTO XVI. Deus caritas est, n. 1. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20051225_deus-caritas-est_po.html>.

[5] BENTO XVI. Seu último post no twitter. Disponível em: <http://www.comshalom.org/noticias/exibir_especial_papa.php?not_id=7474>.

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