Olá, meu querido amigo, como é bom recebê-lo mais uma vez em nosso blog. Continuando a reflexão sobre os atributos da Igreja, hoje falaremos sobre a catolicidade dela.

“O termo ‘católico’ significa universal no sentido de ‘segundo a totalidade’ ou ‘segundo a integralidade’. A Igreja é católica porque Cristo está nela, onde subsiste a plenitude do Corpo de Cristo junto à sua Cabeça, o que implica que ela recebe de Jesus a ‘plenitude dos meios de salvação’ que ele quis: confissão de fé correta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica” [1].

Para manterem a unidade, todas as igrejas, devem ser conformes a uma só Igreja, situada em Roma, única base e fundamento de todas elas, visto que segundo as próprias promessas do Salvador, as portas do inferno nunca prevalecerão sobre ela [2].

E ainda, a Igreja é católica (universal), porque é chamada a evangelizar, a reunir os que estão dispersos no mundo, congregando ao Povo de Deus os que ainda não conhecem o nome de Jesus Cristo. A Igreja não deve fechar-se em si mesma, deve “ir ao povo”, como dizia Padre Dehon, fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.

É missão primordial do Catolicismo, para defender sua unidade, evangelizar, espalhar pelo mundo o ardor missionário, reafirmar os mandamentos de Cristo neste mundo, ser exemplo de vida para essa sociedade que está perdendo as referências do que é correto e do que não é.

Os belos discursos comovem num primeiro momento, mas se não for acompanhado de testemunho, as palavras são vazias. O mundo não quer mais belas palavras, Ícone - Mariaele precisa ver as obras, a boca deve falar do que o coração está cheio, deve falar de uma experiência pessoal e verdadeira com Cristo, e da conformidade de vida com a vida dele. Para isso, os cristãos devem voltar seus olhos para as origens do Cristianismo, quando o testemunho dos mártires que derramaram seu sangue era semente de novos cristãos, como afirmava Tertuliano [3].

Há países onde ainda se morre por ser cristão, onde os católicos precisam se encontrar às escondidas para comungar a Palavra, onde a Eucaristia é celebrada disfarçada em meio a piqueniques, correndo o perigo dos cristãos serem presos, onde a Bíblia ou o Catecismo da Igreja só são conseguidos por meio de contrabando.

Devemos ser solidários em oração a essa Igreja perseguida, à coragem destes fieis que amam Cristo acima de tudo, nem que isso custe a vida, sem se importar com os riscos. Essa realidade precisa nos fazer rever a nossa pertença a Igreja de Jesus. Será que realmente estamos assumindo o nome de cristão e vivendo como Cristo viveria? Até que ponto nós conhecemos e defendemos a postura da Igreja Católica que também deve ser a nossa?

No Brasil, por enquanto, ainda temos a liberdade de religião, ainda podemos dizer livremente nossa opinião sem sermos presos, porém, isso custa, a ridicularização e a exclusão, que, segundo o Papa Emérito Bento XVI, é o martírio deste século.

O caminho está cada vez mais estreito. O Senhor quer de nós, cada vez mais, uma posição. Ficar em cima do muro, já é estar do lado contrário a Ele. Quanto vale para nós, o sangue e o sofrimento de Jesus na cruz? Mais ou menos do que as zombarias ou indiferenças dos que não o conhecem? A escolha é nossa, mas cuidado, o Senhor está vendo. Vamos preferir nos omitir ou dizer no fim da vida, como Paulo disse: “Combati um bom combate […] resta-me receber a minha coroa da justiça” [4].

Boa semana a todos!

 

 

CEC 830-856.

[1] CEC 830.

[2] CEC 834.

[3] A infelicidade de alguém que viveu apaixonadamente pelo Cristo sem humildade, Pe. Daniel Antônio de Carvalho Ribeiro, disponível em:

<https://communioscj.wordpress.com/2011/05/24/tertuliano-a-infelicidade-de-alguem-que-viveu-apaixonadamente-pelo-cristo-sem-humildade-por-diacono-daniel-antonio-de-carvalho-ribeiro-scj/>.

[4] 2Tm 4,7-8.

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