Olá, amigos!

Que bom estarmos juntos novamente!

Continuando as reflexões sobre nossa fé, chegamos agora ao papel da Virgem Maria na Igreja, cujo sim em gerar o Filho de Deus em seu ventre, mudou para sempre o destino da humanidade.

“A Virgem Maria, que na Anunciação do Anjo recebeu o Verbo de Deus no coração e no corpo e trouxe ao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus e do Redentor. Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime e unida a ele por um vínculo estreito e indissolúvel, é dotada com a missão sublime e a dignidade de ser a Mãe do Filho de Deus, e por isso filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo” [1], veio ao mundo sem a mancha do pecado original, era pura de coração, obediente e entregue totalmente à vontade do Pai. Por sua fé, caridade e esperança, Maria é a discípula perfeita e modelo para todos nós, é a seta que nos conduz ao seu Filho. A Igreja reconhece em Maria a Ícone - Santa Maria Mãe de Deusadvogada, a auxiliadora, a medianeira e protetora, mas principalmente como a Mãe de Deus e Mãe da Igreja.

No Evangelho de João, quando Jesus diz ao discípulo, “Mulher eis aí o teu filho” [2], Ele deixa bem claro o papel de Maria junto a Igreja, entregando-a como Mãe, não só ao discípulo amado, mas a todos os discípulos.

De forma alguma ela ocupa o mesmo lugar que seu Filho, somente Jesus é Salvador e Redentor, porém, Maria cooperou na sua obra de restauração da vida sobrenatural das almas [3]. Foi assunta aos céus, mostrando-nos a antecipação da glória reservada a todo cristão que segue seu exemplo.

Maria foi um grande exemplo de mulher e mãe, suportou tanto sofrimento desde que soube de sua gravidez, o risco de ser apedrejada, caso José a acusasse de traição, suportou a desconfiança da sua própria família, teve seu filho num estábulo, teve que fugir assim que seu filho nasceu para salvá-lo da morte. Mas Deus sempre a amparou, mandou seu Anjo dizer a verdade a José para que a protegesse e que confiasse nela, Ele guardou a vida de seu Filho, o fez crescer a salvo em sabedoria e graça [4]. Recebeu muitas alegrias de seu Filho, e mesmo no momento da grande dor da Crucifixão, não a deixou só, consolou seu coração entregando-lhe todos os filhos da Igreja e assim adotando-os, os protege, intercede por eles até o fim dos tempos, é a sua advogada, pois rico em misericórdia é também o coração de Maria.

Que a nossa fé seja como a fé de Maria, que tudo ouviu e guardou em silêncio em seu coração, que jamais perdeu a fé mesmo nas piores tribulações e que, assim com ela, nós possamos ser setas que indicam o caminho para Jesus.

Uma semana abençoada a todos!

 

 

Maria, mãe de Cristo, mãe da Igreja – CEC 963-970

[1] Lumen Gentium (LG) 53.

[2] Jo 19,26.

[3] LG 61.

[4] Lc 2,52.

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