Olá, amigo!

É bom revê-lo para mais uma reflexão, lembrando o quanto é preciosa a Doutrina Católica transmitida a nós desde os Apóstolos.

Nós recebemos, no momento do Batismo, o Espírito Santo, que não só nos insere na vida cristã, como também é o meio mais eficaz de perdão dos pecados. No Batismo, somos lavados do Pecado Original dos nossos primeiros pais, e assim, mergulhamos na vida nova que Cristo nos conseguiu por seu sacrifício na cruz.

Mesmo sendo purificado no momento do Batismo, o homem, ao longo da vida, volta a pecar, pois, a vida nova recebida não suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza humana, nem a inclinação para o pecado, a que a tradição chama concupiscência, a qual persiste nos batizados, a fim de que prestem as suas provas filhoprodigono combate da vida cristã, ajudados pela graça de Cristo. Este combate é o da conversão, em vista da santidade e da vida eterna, a que o Senhor não se cansa de nos chamar [1].

Jesus deu a Pedro a “chave” do céu, o poder de perdoar pecados, de reconciliar o homem com Deus. Deu a ele o poder de tudo o que ligar na terra, ser ligado no céu, e tudo o que desligar na terra, ser desligado no céu [2]. Jesus dá à Igreja e aos sucessores dos apóstolos, os bispos, como sacerdotes, o poder de trazer de volta os pecadores para Si.

Deus não se afasta de nós quando pecamos, pelo contrário, nós nos afastamos de Deus para pecar e, muitas vezes, temos vergonha de voltar. Não nos lembramos da misericórdia Dele, que sabe muito bem de que “pó” nós somos feitos.

Nossa humanidade não é capaz de compreender, mas Ele sempre nos recebe de braços abertos, como na parábola do Filho Pródigo [3]. E assim, como Ele é misericordioso, também devemos ser, tanto conosco, quanto com os outros. O inimigo de Deus investe muito tempo querendo nos fazer acreditar que não somos dignos de perdão, e muitas vezes, não o somos mesmo. Porém, o que nos falta de merecimento, Deus completa com a Sua graça.

Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. “Não existe ninguém, por mau e culpado que seja, que não deva esperar com segurança o seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero”. Cristo que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado [4]. Então, sejamos humildes para buscar na Confissão o abraço generoso de Nosso Senhor que tanto anseia pela nossa volta, seja qual tenha sido a nossa falta, pois Ele nos conhece bem, sabe das nossas fraquezas e da nossa vontade de lutar contra elas. Busquemos sempre a força que nos falta em Cristo, nosso Redentor.

Deus nos abençoe,

Boa semana a todos!

 

 

CEC 976-987

[1] CEC 1446.

[2] Mt 16,19.

[3] Lc 15,11-32.

[4] CEC 982, Parágrafos relacionados 1463,605).

Anúncios