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É PELA COMUNHÃO COM OS IRMÃOS QUE NOS ASSEMELHAMOS A DEUS – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Nosso blog, nesse mês de março completa três anos, não posso deixar de agradecer a todos os colaboradores que enriquecem esse espaço e a vocês amigos que nos acompanham, divulgam nossos textos e são responsáveis por estarmos aqui refletindo sobre a beleza e sabedoria da nossa amada Igreja.

Nossas reflexões sobre a Teologia do Corpo continuam seguindo a narrativa do Livro do Gênesis e nele verificamos que a definitiva criação do homem consiste na criação da unidade de dois seres. A sua unidade significa, sobretudo, a identidade da natureza humana. A sua dualidademanifesta o que, com base em tal analogia, constitui a masculinidade e a feminilidade do homem criado [1].

Deus pensou o homem especialmente antes de criá-lo e colocá-lo perante suas outras criaturas. Separou o homem (humanidade) em dois seres diferentes, masculino e feminino, mas iguais em dignidade, para serem duas metades que se completam; para cuidar de tudo o que Ele criou; para povoar a terra recém criada e dominar os animais; para juntos serem o espelho da família que já possuía no céu, a Santíssima Trindade. A humanidade foi criada por Deus com um valor muito especial, bem diferente dos outros animais, pois só o homem é semelhante ao Criador.

O segundo capítulo do Gênesis exprime mais detalhadamente o sentimento do homem antes e depois de encontrar a mulher. Nota-se que Deus fez o homem primeiro, deixou que se sentisse só entre os outros viventes [2], colocou em seu coração o desejo de ter alguém igual a si e ele receberia esse alguém, porém, o tempo de espera era necessário. Somente quando Adão aquietou seu coração, parou de procurar e adormeceu, recebeu sua auxiliar, sua companheira.

Quando o homem viu a mulher, enxergou nela sua própria imagem, consequentemente, a imagem sagrada do seu Criador. Anteriormente ao pecado original, o homem e a mulher eram ícones que levavam um ao outro a adorar e a louvar a Deus, por isso estavam nus e nem percebiam, tamanha era a pureza de seus corações.

A solidão anterior remetia à necessidade de estar com o outro e, nos diz a narrativa, o quanto o homem se alegra ao receber a mulher como sua auxiliar, visto que nenhum outro ser vivente que existia lhe era semelhante. Essa tendência à comunhão entre os seres humanos remete-nos à Santíssima Trindade. “Deus quis para nós na terra, a comunhão vivida no céu, criou o homem por amor, o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, que é Amor. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem. Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do Criador, que ‘é amor’ (1Jo 4,8.16). E esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação: ‘Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a’ (Gn 1,28)” [3].

Nada se compara ao amor de Deus. Mesmo semelhantes a Ele, é impossível retribuir um amor tão grande, mas, através uns dos outros podemos aprender e aprimorar a nossa capacidade de amar e assim nos aproximaremos mais e mais Dele, pois amar é decisão e deve ser sempre fruto de nossa liberdade de filhos e filhas de Deus.

Continuaremos nas próximas semanas, fique com Deus!

 

 

[1] JOÃO PAULO II. AUDIÊNCIA GERAL, Quarta-feira, 14 de Novembro de 1979, Mediante a comunhão das pessoaso homem torna-se imagem de Deus. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1979/documents/hf_jp-ii_aud_19791114_po.html>.

[2] Gn 2.

[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 1604.

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A UNIDADE ORIGINAL DO HOMEM E DA MULHER NA HUMANIDADE [1] – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Estamos vivendo a Quaresma, então aproveitemos para aprofundar mais nossas reflexões sobre os valores da família que tanto a Igreja tem defendido, baseando-nos nos textos de João Paulo II sobre a Teologia do Corpo.

No princípio, Deus criou o homem que se sentiu só. No segundo momento, criou a mulher para ser sua auxiliar [2]. Nenhum dos animais procurou uma auxiliar, simplesmente seguiu seus instintos e pronto! Porém, o homem sentiu-se só, olhou todos os animais, deu-lhes nomes, mas não encontrou ninguém igual a ele.

Deus o fez diferente de todos, não só fisicamente, mas em todos os sentidos. O homem foi o ápice de toda a Criação, o mais amado, o único que recebeu o sopro de vida de Deus junto da promessa de herdar o reino de Deus e mais, de ser divino como o Pai o é, de caminhar com ele, de ser seu amigo, mais que isso, de ser seu filho.

Ao criar a mulher, a humanidade se completou, o homem exultou de alegria e louvou a Deus por receber a companheira que o completaria, o auxiliaria e dividiria todos os momentos. Pleno de alegria, o homem entendeu que não nasceu para viver só e reconheceu na mulher a parte que lhe faltava. Para criar a humanidade, Deus inspirou-se em sua própria família, a Santíssima Trindade, composta pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, para que homem e mulher caminhassem junto Dela, e como a Trindade fossem indivisíveis.

“Os dois modos de ‘ser corpo’ do mesmo ser humano, são chamados à comunhão de amor entre si e desta com toda a humanidade. A família nasce dessa vocação ao amor vivido por Deus Trindade. A família nasce da necessidade que o homem tem de amar e ser amado, de não fechar em si mesmo, de não ‘repudiar’ nenhum dos seus semelhantes. Existe uma semelhança entre a união das Pessoas divinas e a união dos filhos de Deus na verdade e na caridade. Esta semelhança manifesta que o homem, única criatura na terra que Deus quis por si mesma, não pode se encontrar plenamente senão por um dom sincero de si mesmo. Isto significa que o homem, homem e mulher, só pode alcançar a própria realização senão “por um dom sincero de si mesmo” [3].

Doar-se é a vocação primeira do homem, desde antes do primeiro pecado. Ele não pode viver só, nasceu para ser luz na vida do outro. Como entristece o coração de Deus ver tantas pessoas esquecendo-se disso, se isolando, vivendo num mundo virtual, evitando as verdadeiras relações humanas, o contato olho no olho, o respeito com o outro. Não é para isso que fomos criados, voltemos para o essencial, lembremo-nos da razão de sermos quem somos, da nossa filiação divina, da nossa família e do amor que devemos ter uns pelos outros.

Até semana que vem!

 

 

[1] JOÃO PAULO II, AUDIÊNCIA GERAL,Quarta-feira, 7 de Novembro de 1979, A unidade original do homem e da mulher na humanidade. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1979/documents/hf_jp-ii_aud_19791107_po.html>.

[2] Gn 2, 18.

[3] A unidade original do homem e da mulher na humanidade. Disponível em: <http://www.comshalom.org/a-unidade-original-do-homem-e-da-mulher-na-humanidade/19/3/2014&gt;.

OUSEMOS AMAR – Por Diác. Lucas, scj.

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Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Caros irmãos e irmãs em Cristo, como sempre, sejam bem vindos ao CommunioSCJ! Continuamos acompanhando o Beato João Paulo II no caminho que ele mesmo nos abriu com as suas catequeses sobre o amor humano e a teologia do corpo. Assim, hoje nos aproximamos sua reflexão acerca da unidade originária do homem e da mulher na humanidade [1].

Trata-se de um tema que está intimamente ligado ao anterior, ou seja, à solidão original do homem, que abordei no texto precedente relacionando-o com a realização ou a frustração humana na comunhão com Deus [2]. Convém, aqui, recordar que esta solidão radical do ser humano se refere à diferença ontológica (ou seja, no nível do próprio ser) em relação aos outros seres criados. Pois o ser humano, consciente de si e capaz de determinar sua conduta está só diante de Deus: nenhuma outra criatura pode estabelecer com ele uma relação de reciprocidade. Ora, isso aponta para o fato de que o ser humano só se realiza em comunhão com Deus.

Porém, seguindo o texto bíblico (cf. Gn 2,21-24), na mesma chave de leitura que o beato Papa nos oferece, vemos que Deus dá ao ser humano um auxílio oportuno, ou seja, que lhe ajude a corresponder à sua vocação de chegar à comunhão de amor. E aqui não podemos descer a todos os detalhes do texto de João Paulo II, pois corremos o risco de nos perder na riqueza ali contida.

Contudo, é importante perceber como o texto bíblico deixa entrever que a complementaridade que há na diversidade sexual entre homem e mulher é auxílio dado por Deus para que o ser humano viva sua vocação à comunhão. Ou seja, a unidade entre o homem e a mulher na humanidade é auxílio para a realização plena do ser humano na comunhão de amor com Deus, seu Criador.

Ou, nas palavras do próprio Papa, o ser humano que o texto de Gênesis diz que não encontrou em toda a criação uma auxiliar que lhe correspondesse (cf. Gn 2,20), cai no torpor esperando “um ‘segundo eu’, também este pessoal e igualmente relacionado com o estado de solidão original, isto é, com todo aquele processo de estabilização da identidade humana relativamente ao conjunto dos seres vivos (animalia), enquanto é processo de ‘diferenciação’ entre o homem e tal ambiente. Deste modo, o círculo da solidão do homem-pessoa se rompe, porque o primeiro ‘homem’ desperta do sono como ‘homem e mulher’” [3]

Ou ainda, em outras palavras, a humanidade é chamada a viver sua vocação à comunhão com Deus, aprendendo a amar seu semelhante. Trata-se na verdade, já de uma realização humana, pois é verdadeira comunhão interpessoal de amor numa vida que se consome na benevolência e no trabalho pelo bem do semelhante [4]. Só que é uma realização imperfeita e incipiente, visto que tal comunhão de amor só será plena e perfeita no seio da Trindade, que é Amor absoluto, incondicional e sem reservas.

Por isso, o convite que fica para nós, no final deste texto, é este: ousemos amar. Peçamos a Deus a graça de construirmos nossas relações baseadas no amor e não em meros interesses egoístas. E que na constante busca de amar nossos irmãos e irmãs nos encontremos com o Amor em pessoa.

Que a Santíssima Virgem Maria, ternura que brota da família de Nazaré, interceda por nós e nos conduza ao pleno amor.

Fraterno abraço a todos, até breve!

 

 

[1] JOÃO PAULO II, “A unidade originária do homem e da mulher na humanidade”. In Homem e mulher o criou: catequeses sobre o amor humano, p. 77-80.

[2] Disponível em: <https://communioscj.wordpress.com/2014/03/13/da-experiencia-a-escolha-por-diac-lucas-scj/>.

[3] JOÃO PAULO II, “A unidade originária do homem e da mulher na humanidade”, n. 3.

[4] BENTO XVI. Caritas in veritate, n. 7.

DA EXPERIÊNCIA À ESCOLHA – Por Diác. Lucas, scj.

1 Comentário

Caros irmãos e irmãs, sejam, mais uma vez, bem vindos ao CommunioSCJ!

Continuamos nossa reflexão acerca da teologia do corpo, do Beato João Paulo II. Neste caminho, chegamos agora à catequese que trata da alternativa entre a mortalidade e a imortalidade na definição mesma do homem. Nela, o beato papa aprofunda o tema da solidão original do homem, abordado nas reflexões anteriores.

Tal solidão se refere, num primeiro momento, ao fato de que o homem, apesar de se encontrar num ambiente material, físico, pois formado do pó da terra (cf. Gn 2,7), ele está só: está consciente de não se limitar ao plano físico, como os animais. Fica evidente, portanto, que esta solidão é sinal da subjetividade especificamente humana como autoconsciência e autodeterminação. Diante de Deus, o ser humano está só: nenhum dos animais lhe pode ser parceiro, como ele é chamado a ser do próprio Deus. Num segundo momento, refere-se à mútua inclinação entre os dois sexos.

E esta subjetividade, que caracteriza sua solidão original, não é experimentada apesar de seu corpo: pelo contrário, a própria descoberta de sua corporalidade leva o homem a perceber-se só em meio à criação. Pois, o corpo humano tem uma estrutura “tal que lhe permite ser o autor de uma atividade verdadeiramente humana. Nesta atividade, o corpo exprime a pessoa. Ele é, portanto, em toda a sua materialidade (…), quase penetrável e transparente, de maneira que evidencia quem é o homem (e quem deveria ser) graças à estrutura da sua consciência e da sua autodeterminação” [1].

Desse modo, percebe-se claramente que “o ‘invisível’ determina o homem mais que o ‘visível’” [2], ou seja, que o mundo material não é suficiente para dar um sentido à existência humana. E é aí, nesta experiência fundamental, que se lhe apresentou “a alternativa íntima e diretamente ligada por Deus-Iahweh, à árvore do conhecimento do bem e do mal” [3]: a morte e a imortalidade. Em outras palavras, ou o homem se abandonava ao desígnio de Deus para que, assim, entre numa dinâmica de imortalidade; ou o ele se precipita no abismo da morte, como “radical antítese de tudo aquilo de que o homem fora dotado” [4].

É justamente este caminho – da consciência à escolha – que proponho como nossa reflexão pessoal (talvez até mesmo como exercício quaresmal). Primeiro, a experiência. É simples: basta sermos sinceros conosco mesmos para ver que não há sentido para nossa vida, se ela está fechada neste mundo – se não nos abrirmos ao transcendente. Mais: que não há nada que nos possa fazer feliz entre aquilo que se vê. Santo Agostinho também fez esta experiência e a relatou como oração dirigida a Deus nas famosas Confissões: “nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso” [5].

Segundo, a escolha. Cabe a nós a decisão de nos fecharmos em nós e, assim, encararmos a morte sem esperança, ou nos abrirmos ao amor redentor que nosso Senhor derramou de sua cruz: um amor capaz de dar um novo horizonte e um sentido definitivo à nossa existência [6]. “Somente graças a este encontro – ou reencontro – com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e da auto-referencialidade” [7]. E é aí que encontramos a verdadeira alegria que inunda nosso coração e transborda em evangelização.

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, estrela da evangelização, interceda por nós neste caminho de encontro com seu divino Filho. Fraterno abraço, até breve.

 

 

[1] JOÃO PAULO II, “Na definição mesma do homem, a alternativa entre a morte e a imortalidade”. In Homem e mulher o criou: catequeses sobre o amor humano, p. 74-75.

[2] Idem, p. 75.

[3] Ibidem.

[4] Ibidem.

[5] SANTO AGOSTINHO, Confissões, I,1.

[6] BENTO XVI. Deus caritas est, n.1.

[7] FRANCISCO. Evangelii gaudium, n.8.

O HOMEM ESCOLHEU O PECADO, MAS DEUS NÃO DESISTE DE TÊ-LO DE VOLTA – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Falando ainda sobre a solidão original do homem, lembramos que Deus fez o homem e a mulher corpo e alma. Ao corpo do homem deu todas as capacidades motoras para que desenvolvesse as atividades que lhe são próprias, de cultivar a terra, de dominar os animais, de transformar o meio em que vive, de distinguir e nomear os animais e de submetê-los [1].

Neste corpo, Deus soprou a vida, Sua própria vida, deu-lhe uma alma, o fez à Sua imagem e semelhança, deu-lhe a consciência de pertença ao Senhor e lhe infundiu a necessidade de sempre buscá-lo. Deu-lhe também a capacidade de amar, pois mesmo quando ele fez a escolha pelo pecado e pela morte, ainda restou dentro dele o amor que poderia lhe trazer de volta para perto de Deus. Nada do que Deus criou foi por acaso, Ele sempre soube das consequências de criar o homem com livre arbítrio, mas não o criou para abrir mão dele tão facilmente, mas sim para que o homem fosse capaz de voltar ao Senhor por sua livre vontade, por amor. Nunca quis prisioneiros, queria filhos.

Quando o homem buscou entre as criaturas uma que lhe fosse semelhante e se viu só, recebeu uma auxiliar que lhe completaria e a fez tão perfeitamente parecida, mas com características próprias e funções peculiares e fez deles meios para exercitarem o amor mútuo, para reconhecerem um no outro a presença sagrada de Deus, cujo mesmo sopro lhes concedeu a vida.

A condição que Deus lhes impôs foi a de não comerem o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, pois receberiam como castigo a morte [1]. Ora, como seriam capazes de saber o que isso lhes acarretaria se tudo o que conheciam até o momento era a vida próxima de Deus? Somos, em muitas vezes, como crianças, que por ignorância, colocam a mão no forno quente mesmo a mãe avisando que vamos nos queimar.

Quando Deus lhes disse que poderiam comer de qualquer fruto, mas não aquele que lhes era proibido, colocou diante deles a escolha entre a morte e a imortalidade. Deus queria lhes dar tudo, mas deveria ser por escolha própria.

Deus nos avisa dos riscos de perdermos a vida eterna desde os profetas, mas infelizmente, somos como o homem rico da parábola de Lázaro [2] que não acreditou durante a vida, mas pôde ver, quando morreu, as consequências de uma vida cheia de pecados e egoísmo.

Ignoramos tanto e até zombamos da existência do Inferno, pensamos que existe apenas uma vida e que esta deve ser cheia de prazeres, e então nos esquecemos das palavras de Jesus que diz que “quem já teve a recompensa na terra, não receberá as recompensas no céu” [3].

Que esta Quaresma seja de muita reflexão sobre nossos atos e pensamentos, que voltemos nossos corações para o Senhor e encontremos nele a verdadeira razão de nossa existência, pois nossa estada aqui é provisória, nosso verdadeiro lugar é o céu, próximos do nosso amado Pai. Deus abençoe os propósitos de todos nós, até a próxima!

 

 

JOÃO PAULO II. Na própria definição do homem está a alternativa entre a morte e imortalidade. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1979/documents/hf_jp-ii_aud_19791031_po.html>.

[1] Gn 2, 16-17.

[2] Lc 16, 19-29.

[3] Mt 6, 1.