Caros irmãos, neste final de semana, celebrando o décimo sétimo Domingo do Tempo Comum, somos postos diante das comparações que Jesus faz para propor o Reino dos Céus aos seus discípulos – e não mais à multidão (cf. Mt 13,44-52). Nessas comparações, destacamos a do tesouro escondido (v. 44). Que nosso Senhor nos dê a graça de encontrá-lo em nossas vidas para dar-nos o sentido e a esperança que necessitamos.

Em primeiro lugar, é preciso notar que se trata de uma realidade escondida. Ou seja, não downloadé evidente que se trate de um tesouro. A vida cristã, tal qual nosso Senhor nos propõe, é, com certeza, um tesouro, pois nela, descobrimos que tudo concorre para nosso bem (cf. segunda leitura – Rm 8,28). Contudo, facilmente se percebe que tal valor esteja escondido aos olhos de muitos. Se assim não fosse, por que não há uma adesão em massa ao cristianismo? Por que nós ainda nos encontramos presos em nossos pecados? Por que temos tantos apegos? De fato, trata-se de um tesouro; mas que está escondido.

Por isso, em primeiro lugar, é preciso deixar-se encontrar por este tesouro, Jesus Cristo ressuscitado, conforme nos indica o Santo Padre, o Papa emérito, Bento XVI: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (Deus Caritas Est, n. 1). Encontremo-lo, portanto, escondido em nós através de nossa fé e nos relacionemos vivamente com ele em nossa oração para servi-lo em nossos irmãos pela caridade.

Que a Santíssima Virgem Maria interceda por nós neste caminho!

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