Caros irmãos, celebramos, neste fim de semana, o quinto domingo da Páscoa. Nele, temos, para nossa meditação, o Evangelho de São João (15,1-8), no qual o Senhor se compara à videira verdadeira: “Eu sou a videira e vós os ramos” (v.5a). Assim, evidencia-se, de forma inequívoca, a relação vital, fundamental e insubstituível, que temos, como cristãos, com Jesus Cristo.

Meditemos, então, a Palavra de Jesus: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5c). Trata-se de uma frase de clareza meridiana. Nela, se demonstra que, sem estarmos em comunhão com o Senhor, não há alternativa: nada [de bom] podemos fazer. A imagem da videira à qual devemos estar unidos nos ajuda a compreender esta realidade: não somos capazes icone-cristo-a-videira-verdadeiranem ao menos de querer o bem por nossas próprias capacidades. O Apóstolo mesmo deixa isso bem claro na carta aos Filipenses: “é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar” (2,13). Já no querer o bem há um movimento da Graça que sustenta nossa vontade. E, sem este movimento, não somos capazes de nada.

Dessa forma, fica claro o porquê é absolutamente necessário ter uma vida de intimidade com Deus através da oração. Não existe outra forma: Jesus é o caminho e ninguém vai ao Pai senão por Ele (cf. Jo 6,6), ou seja, não há como, por nós mesmos, sem a ajuda da Graça, nos convertermos e chegarmos à santidade – que é a meta final. Portanto, nada de desculpas: é preciso buscar desesperadamente a intimidade com Deus, por Jesus Cristo, no Espírito Santo porque não existe outra alternativa. Entende, agora, porque S. Pio de Pietrelcina dizia: “Quem reza muito se salva. Quem reza pouco está em perigo. Quem não reza se perde”?

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, nos ampare e nos ajude a perseverar neste Caminho!

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