Caros irmãos, neste domingo que antecede Pentecostes, celebramos a Solenidade da Ascensão do Senhor, transferida da última quinta-feira. Assim, temos, para nossa meditação e oração o envio dos apóstolos e a subida de Jesus aos céus conforme o evangelista S. Marcos (cf. Mc 16,15-20), no qual somos chamados a anunciar o Evangelho a todos e em todos os lugares (cf. Mc 16,15).

A subida de Jesus aos céus não é a celebração de uma despedida, pois o Senhor não fica ausente, mas inaugura uma nova forma de presença: aquela que o dom do Espírito Santo Ascencao[1]nos proporciona. Trata-se de uma presença real, embora misteriosa, e não de uma simples lembrança de alguém que partiu. E é justamente esta presença que possibilita à Igreja perseverar em sua vocação e missão.

Ou seja, é impossível separar esta solenidade daquela que celebraremos no próximo domingo porque elas não só concluem o tempo litúrgico da Páscoa, mas consumam a celebração do mistério pascal. Como o próprio Senhor nos disse: “É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei” (Jo 16,7). Com a Ascensão do Senhor e o derramamento do Espírito Santo o Senhor completa Sua obra nos dá a esperança da riqueza da glória que está na nossa herança com os santos (cf. Ef 1,18). Este dom nos impulsiona no anúncio do Evangelho da vida nova que o Senhor nos trouxe: luz que ilumina o caminho de todo ser humano.

Assim, compreendemos claramente, que o anúncio do Evangelho não consiste num simples trabalho de marketing, mas na comunicação da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte o que, evidentemente, é impossível sem a ação de Deus em nós e naqueles que recebem o anúncio do Evangelho. Por isso, peçamos, nesta novena de Pentecostes, o Espírito de Deus, dom que nos faz ser suas testemunhas em todos os lugares por onde andarmos (cf. At 1,8).

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, nos ajude a sermos dóceis à ação do Espírito e nos tornemos verdadeiras testemunhas do Senhor Jesus Cristo!