Caros irmãos, celebrando no Brasil o IX Domingo do Tempo Comum, a Liturgia traz para nossa meditação a cena do Evangelho segundo S. Marcos na qual Jesus está em polêmica com os fariseus sobre a observância do sábado (cf. Mc 2,23-3,6). Na segunda parte, o Senhor cura o homem da mão seca e, então, podemos destacar algo importante para esta nossa meditação.

Para que o Senhor nos torne capazes de produzir frutos, ou seja, de amar, é preciso que Jchmsnós atendamos ao seu chamado e nos apresentemos a Ele como somos: sem máscaras. Temos todos a “mão seca”. De fato, abandonados a nós mesmos, somos incapazes de seguir o Jesus e colher os frutos deste seguimento que nos alimenta no caminho desta vida (cf. Mc 2,23-28). Porém, para que sejamos curados, é preciso ter a humildade de reconhecer que precisamos de ajuda e apresentar-nos a Ele. Isso se faz na vida íntima e diária de oração, sobretudo no dia do Senhor no qual nos colocamos com particular atenção diante da Sua presença salvadora (cf. CIC cân. 1246-1248*).

Ir para o centro pode ser um movimento de inclusão, mas também de humilhação pela exposição do miserável. Contudo, as duas realidades se completam porque sem esta disponibilidade de atender ao chamado de Deus e colocar-nos à Sua disposição com tudo aquilo que temos e somos, inclusive nossa profunda incapacidade de sustentar-nos no caminho da conversão e do bem, Ele não nos transformará. Mas, se deixarmos para trás nosso orgulho e com confiança nos colocarmos inteiramente nas mãos de Jesus Cristo, portaremos um grande tesouro – a Graça que faz amar – em nosso frágil coração e o Senhor será glorificado por Seu poder que atua em nós (cf. 2Cor 4,6-11 – segunda leitura).

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, aquela em quem o Senhor fez maravilhas ao encontrar uma grande humildade interceda por nós neste humilde caminho de conversão e santificação.

 

*CIC: Código de Direito Canônico