Caros irmãos, na celebração da Santa Missa neste décimo sétimo domingo do Tempo Comum, começaremos a rezar com o capítulo sexto do Evangelho de São João. Neste primeiro momento, temos o conhecido texto da multiplicação dos pães (cf. Jo 6,1-15), onde o Senhor mostra-se o Pastor digno de toda confiança e que, para tanto, nos pede a generosidade de nossa fé.

Depois de termos rezado com o Salmo 22 no domingo passado, a liturgia nos convida a fazermos concretamente esta experiência com o Senhor Jesus. Como quadro geral vemos temos a multidão que segue o Cristo, como o rebanho a seu pastor, e encontra nele o alimento necessário para a sua vida. Em particular, temos o modo como Jesus alimenta o mult paespovo que lhe segue: do pouco, faz muito. Ou seja, diante de uma grande necessidade, a fome da multidão, havia pouco recurso: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” (Jo 6,9), diz André. Porém, isso não impede que o Amor faça suas maravilhas.

Também nossa vida cristã é feita de grandes desafios para os quais temos recursos escassos e insuficientes. Aqui, podemos pensar em cada passo que leva à santidade ou cada virtude que nos atrai na vida dos santos de nossa devoção e que nós simplesmente não podemos construir pelas nossas próprias forças. A saída se encontra justamente em pôr confiantemente nas mãos do Senhor aquele insuficiente que temos para que Ele realize a sua obra (cf. Jo 6,13).

Um caso concreto é, evidentemente aquele que temos diante de nossos olhos nesses tristes dias em que vivemos. Pois devemos nos lembrar do risco que sofre o nosso país de que, através do ativismo judicial do STF (implementando uma verdadeira ditadura), está por aprovar, como direito fundamental, o assassinato de bebês nos ventres de suas mães (leia-se: aborto). Diante dessa gigantesca ameaça, o que nós podemos fazer parece (e é) muito pouco. Mas devemos pôr este pouco nas mãos do Senhor e certamente não seremos desamparados. Vale perguntar: e se o menino tivesse se negado a dar os cinco pães e os dois peixes?

Que a Bem-aventurada e sempre Virgem Maria, nossa Mãe, interceda por nós, pelo Brasil, pelas nossas crianças – nascidas ou não – e nos livre do mal de ver um assassinato disfarçar-se de direito.

 

NÃO DEIXE DE LER TAMBÉM:

Comissão para Vida e a Família da CNBB mobiliza cristãos na luta contra a legalização do aborto:

http://www.cnbb.org.br/comissao-para-vida-e-a-familia-da-cnbb-mobiliza-cristao-na-luta-contra-a-legalizacao-do-aborto/

Nascituro

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