Pe. João Maria da Cruz foi mártir da perseguição religiosa na Guerra Civil espanhola (1936-1939). Abaixo, temos o testemunho do Pe. Tomás Vega, C.Ss.R., seu companheiro na prisão.

A todos nos edificou, desde o primeiro dia, pela sua grande piedade e devoção. Rezávamos juntos o Breviário durante o primeiro mês na prisão, quando tínhamos três horas de recreio pela manhã e outras três pela tarde, no pátio, onde nos reuníamos os presos da quarta galeria: ele, Pe. Recaredo dos Rios (salesiano e mártir também) e um servidor. Podemos observar o grande fervor religioso com que rezava. Com muita Beatofrequência, punha-se de joelhos no meio do pátio, apesar de não faltar quem, por força das circunstâncias, lhe aconselhasse a omitir aqueles sinais exteriores de devoção. Pelo contrário, ele respondia a todos que não havia que ter nenhum respeito humano, que agora mais do que nunca era preciso confessar a Jesus Cristo e que havia que imitar os mártires dos primeiros séculos, que, rezando e de joelhos, se preparavam para o martírio.

Por volta das onze da manhã, reuníamo-nos um bom número de prisioneiros para rezar em comum as Ladainhas dos Santos e, nos dias festivos, rezar e ler em público a Santa Missa. Pe. Joãozinho, como ali o chamávamos, nunca faltava. Pelas tardes, cada sacerdote costumava reunir-se com um pelotão de prisioneiros e rezar em comum o Terço: Pe. Joãozinho tinha o seu grupo escolhido e não só rezava com eles o Terço, mas também outras orações, para além de leitura espiritual. Costumava ir de grupo em grupo, quando terminavam as orações em comum e animava todos à virtude e ao amor de Deus. Era verdadeiramente zeloso. Ditoso aquele que alcançou a palma do martírio e ditosa a sua Congregação, que hoje se sente glorificada por tão excelso mártir!

 

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