Caros irmãos, enquanto celebramos o vigésimo quinto Domingo do Tempo Comum, o Senhor Jesus nos chama a segui-lo concretamente no caminho da humildade (cf. Mc 9,30-37). Como bons discípulos, abramos o nosso coração dispondo-nos à Sua orientação.

Enquanto viajavam pela Galileia, Jesus ensinava Seu caminho: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele downloadressuscitará” (Mc 9,31). Mas, agora, podemos perceber que não só Pedro estava confuso com tal ensinamento: todos os discípulos ainda não tinham compreendido pois discutiam entre si quem deles era o maior (cf. Mc 9,34).

Nós também, embora compreendamos até certo ponto o que o Senhor fez e ensinou, nos orientamos muito pouco pelo amor: somos ainda pouco capazes de abrir mão de nós mesmos para o bem do próximo. Arrastados pelos nossos impulsos, temos a tendência de fazer tudo para sermos agradados. E, então, a palavra do Cristo vem e nos liberta: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” (Mc 9,35). É a doação de si por amor a Deus e aos irmãos que integra nossa vida com suas alegrias e frustrações. Mas, se continuamos a querer que tudo nos sirva a fim de vivermos uma vida cheia de benesses e sem sofrimentos, infelizmente, continuaremos escravos longe do Amor.

Neste momento, somos obrigados a reconhecer ao menos mais uma coisa: não somos fortes o bastante para deixar para trás nossos pecados e seguir o Senhor em Seu caminho de amor-doação. Precisamos de ajuda – da Sua ajuda. E, aqui, percebemos a necessidade da oração (da intimidade com o Senhor). Não podemos continuar desperdiçando os momentos que passamos rezando (cf. Tg 4,3 – segunda leitura). Busquemos aquela oração que nos faz tão íntimos de Jesus a ponto de pedir que, também em nós, seja feita a vontade do Pai.

Que Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa, nos ajude a vivermos como verdadeiros discípulos, escorados no Amor do Pai, pois é Ele quem sustenta nossa vida! (cf. Sl 53,6b).