Caros irmãos, o fim do ano litúrgico se aproxima e, assim, o trigésimo terceiro Domingo do Tempo Comum nos convida a refletirmos sobre o mistério do fim dos tempos (cf. Mc 13,24-32). Peçamos ao Senhor que renove em nós a Esperança de nos unirmos definitivamente a Ele.

Embora não saibamos quando acontecerá o fim da história, sabemos que ela sucederá icone(cf. Mc 13,32; CEC 1048). Mais ainda: independente de sabermos qual será o dia da Parusia, devemos considerá-la iminente (cf. CEC 673); até porque é certo que nos encontraremos com Cristo, Senhor e Juiz, no dia da nossa morte. Então, por um lado, isso nos põe em condição de expectativa e, por outro, nos ajuda a reorganizar a escala de valores que norteia nossas escolhas.

Em relação à nossa escala de valores, a meditação sobre a morte e o fim dos tempos nos ajuda a não colocarmos nossa esperança fundamental em coisas que não são capazes de sustentá-la. Em outras palavras: devemos nos recordar sempre o que diz o Apóstolo na primeira aos coríntios (7,31): “a figura deste mundo passa”. Podemos fazer más escolhas se não considerarmos o fato de que esta nossa vida tem um fim (a morte) e uma finalidade (o Senhor). Mas, se estivermos atentos aos sinais da sua presença (cf. Mt 13,28-29 – Evangelho), podemos construir, com sua Graça, um caminho que lhe agrade.

E é justamente nesta realidade mais fundamental que ordenamos nossa vida como um período de espera pelo Senhor Jesus que vem. Na esperança que brota da fé, buscamos viver nossos dias neste mundo como um servo que espera a volta daquele a quem pertencem todas as coisas: enfrentamos nossos desafios e problemas, mas também vivemos nossas alegrias, pois sabemos que Ele nos quer dar muito mais.

Peçamos, assim, que o Cristo derrame em nós o Espírito Santo e nos encha de esperança a fim de que vivamos nossa vida de maneira a agradar nosso Pai que está nos céus. Que a Bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, seja nosso modelo de humanidade esperançosa. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

 

CEC: Catecismo da Igreja católica.