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SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, abrimos o ano civil com a celebração da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus (Lc 2,16-21). E, se nos perguntarmos o que esta escolha da Liturgia significa, teremos elementos suficientes para avaliar o ano que passou e, ainda, começar bem nosso 2019, na presença de nosso Senhor. Abramos o nosso coração e deixemos que ela nos leve até Jesus.

Contemplar Nossa Senhora é entrar em contato com aquela que soube responder Theotokosintegral e positivamente ao projeto de Deus em sua vida. Por isso, é oportuno encerrar um ano e começar outro rezando com a Mãe de Deus: ela nos ajuda a avaliarmos o ciclo que se encerra fazendo um bom exame de consciência e a abrir o coração para aquilo que o Senhor quer fazer em nós no tempo novo que começa.

Tal exame de consciência acontece se, diante do exemplo daquela que soube corresponder ao Amor de Deus, conseguirmos olhar para trás e nos dar conta de que a presença do Senhor derramou tantas graças em nossas vidas nos dando muitas oportunidades de nos desenvolver como cristãos: basta pensarmos no próprio tempo ou nas oportunidades que tivemos de celebrar os Sacramentos… Mas, infelizmente, muitas vezes, que esses dons escapassem de nossas mãos sem produzir frutos porque nosso egoísmo nos cegou.

Ao mesmo tempo, a sua abertura de coração nos ajuda a projetar o ano que começa no mesmo espírito: é preciso dizer sim a Deus. Não podemos ficar indiferentes Àquele que se dá inteiramente por amor a nós, para nos fazer o bem. Então, seguindo o exemplo de nossa Mãe celestial, guardemos no coração e meditemos as maravilhas (cf. Lc 2,19) que o Senhor fez concretamente em nossas vidas para que Ele nos encontre sempre atentos à sua vontade.

Enfim, pedindo a intercessão de Maria santíssima, abramo-nos, sem medo, para receber as bênçãos do céu. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

Excelente 2019 a todos!

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SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ – ANO C (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, a cada ano, no domingo dentro da oitava do Natal, a liturgia nos coloca diante do mistério da Sagrada Família. Através do texto de São Lucas (2,41-52) que nos apresenta a peregrinação de Jesus, Maria e José ao Templo em Jerusalém quando o Menino completou doze anos, contemplemos o modelo de todas as famílias e nos deixemos transformar pela ação do Espírito Santo.

Na resposta de Jesus à intervenção de Maria, podemos entrever o ordenamento de uma SFamiliafamília de acordo com a vontade de Deus: “Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” (Lc 2,49). Porque, por um lado, para constituir uma família, não bastam laços sanguíneos, embora eles sejam importantes. Por outro lado, ela não se fundamenta numa tirânica autoridade paterna (ou materna).

Então, justamente aqui, podemos ver que uma família de acordo com a vontade de Deus tem esta mesma vontade como autoridade suprema que confere poder aos obedientes e, assim, dá estrutura e coesão à instituição familiar. Pois, assim como Maria e José eram obedientes à Lei de Deus, o Menino podia ser-lhes submisso: “Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente (Lc 2,51). Mas, sem esta obediência radical, tudo sai do eixo. Ainda mais em nós, visto que nossas paixões desordenadas podem colocar tudo a perder.

Enfim, neste mesmo sentido, São Paulo, na carta aos colossenses, nos ajuda a entender como viver concretamente esta realidade: “Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria” (Cl 3,16). Peçamos ao Senhor que, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, e de São José, nosso protetor, nossas famílias se fortaleçam na busca da vontade de Deus, nosso Pai, e se tornem sinais da Sua presença salvadora para os nossos dias.

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR – ANO C (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, neste dia de Natal, a liturgia nos oferece o prólogo do evangelho segundo São João para a nossa meditação (Jo 1,1-18). E, nele, encontramos os elementos fundamentais da nossa fé que nos enchem de admiração e alegria neste dia de festa. Abramos o coração, para que Jesus, trazido por Maria e José, encontre, hoje, melhor sorte do que naquela noite santa.

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus” (Jo 1,1). natividadeDesde sempre, antes de todos os séculos, o único Deus vivo e verdadeiro é Amor em si mesmo – Ele tem um Filho imensa e perfeitamente amado, da mesma natureza do Pai; tão perfeito é este Amor, que Ele próprio é Deus e Senhor: o Espírito Santo. Essa verdade que só pode ser conhecida através da fé, já seria o suficiente para cantar os louvores da Trindade bendita.

Mas, hoje, celebramos o dia em que o Filho nasceu entre nós. Sim, ouvimos na Liturgia: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Ele, na verdade, não está distante, mas para não nos abandonar à nossa sorte e nos salvar, nos dar a Sua própria vida, veio viver em nosso meio: rebaixou-se, nos assumiu. “E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: e encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem”, rezamos professando nossa fé.

Não é de ficarmos boquiabertos? Ele, que nada ganha com nossa vida, não só nos criou, mas também em seu Amor bondoso e infinito nos salvou, nos deu sua vida em seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo! É justo, irmãos, que nos alegremos e cantemos seus louvores: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios!” (Sl 97). Que nos falta para escancararmos as portas do nosso coração para que Ele reine em nós?

Ao nos aproximarmos do presépio hoje, peçamos a Deus a fé, como a de São José, e que a bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, nos mostre Jesus (e nos mostre a Jesus)! À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

FELIZ E SANTO NATAL!

QUARTO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, no quarto e último domingo do Advento, contemplamos a visita da Virgem a sua prima Isabel logo depois de receber o anúncio do arcanjo Gabriel (cf. Lc 1,39-45). Às vésperas da celebração do santo Natal do Senhor, também nós somos convidados a abrir as portas do nosso coração para recebê-lo pelas mãos de Maria santíssima.

Fica claro pelas palavras do Salmo que o autor da carta aos Hebreus coloca na boca do Senhor “Eis que eu venho” (Hb 10,7 // Sl 40,8) que é, sim, Jesus quem vem para nos salvar ícone– Ele é o Deus que está conosco para nos salvar. E o advento é justamente este tempo em que nos colocamos de maneira mais consciente numa postura de espera por sua chegada.

Mas, é a mesma Mãe quem o levou à casa de Isabel que no-lo traz. E ela tem pressa, porque sabe como somos necessitados desta salvação: “Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia” (Lc 1,39). Por isso, aproveitemos esses últimos momentos do advento para, como Isabel, abrirmos as portas do nosso coração a Nossa Senhora e deixar que ela, nos trazendo Jesus e nos levando até Ele, faça com que, também nós, fiquemos repletos do Espírito Santo para viver uma vida nova (cf. Lc 1,41).

Peçamos, mais uma vez, que a bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, nos mostre Jesus e nos sustente na perseverança pelo Caminho. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, no terceiro domingo do Advento, chamado Gaudete, recebemos insistente um convite, que perpassa toda a liturgia e que se expressa com particular força na segunda leitura: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos.” (Fl 4,4). Acolhamos, de coração aberto, essas palavras e apliquemo-las à nossa vida cotidiana.

Antes de tudo, notemos que o Apóstolo não nos chama a uma alegria qualquer: não se trata de uma euforia pelas férias (para quem as tem neste período), ou pelo fim do ano com suas tradicionais festas (muitas vezes usadas como justificativas para excessos injustificáveis), ou pela expectativa de um ano novo…

E que alegria é essa? Onde está tal alegria? Pois olhamos nosso mundo e as notícias não stavronikitasão boas. Vemos que nem mesmo em nossa vida encontramos motivos para nos alegrarmos sem um “mas” ou um “porém”. Enfim, voltamos o olhar para o nosso coração e percebemos que não somos capazes de viver concretamente o que São João Batista nos propõe (cf. Lc 3,10-18 – Evangelho). Como acolher verdadeiramente um convite tão intenso à alegria?

“O Senhor está próximo!” (Fl 4,5b). Eis o motivo da nossa alegria. Somos amados por Deus de tal forma que o Senhor se fez Emanuel: próximo, em meio a nós. Ao olharmos o Menino repousando sobre a manjedoura devemos nos lembrar de quem ele é e do porquê de ele estar ali, naquela pobre condição. Mais ainda, olhando o presépio, coloquemos nosso coração em sintonia com a Sua presença hoje, também discreta no meio de tantas trevas e, com os olhos fixos naquele que nos ama, empenhemos tudo o que temos e somos para segui-lo porque Ele é o único capaz de nos elevar acima de nossas capacidades e dar um sentido a tudo o que vivemos.

Peçamos, que a bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, nos ajude com sua intercessão a acolhermos Aquele que vem não para nos destruir, mas para nos dar a paz e a alegria que tanto procuramos. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, enquanto celebramos o segundo domingo do Advento, somos chamados, mais uma vez, à conversão (cf. Lc 3,1-6). Abramos o nosso coração para receber o Senhor que realmente vem.

Antes de tudo, vamos nos lembrar que, de fato, esperamos a vinda de Jesus Cristo: Aquele que veio na humildade, vem no mistério da Sua Graça e virá na Glória. Ou seja, preparamo-nos, celebrando o Natal do Senhor, para nosso encontro definitivo com Ele. Não fazemos teatro, mas o esperamos realmente. E, por isso, precisamos nos preparar e acolher a Sua presença no hoje de nossas vidas.

“Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor!’” (Lc 3,4), no downloaddeserto do nosso coração que não encontra sentido neste mundo (se o enxergamos sem transcendência, fechado em si mesmo) está escondida uma Presença, percebida através da Sua voz que nos chama, porque nos ama. A que esta voz nos chama? A uma mudança que abarca todos os aspectos da nossa vida: “Despe ó Jerusalém, a veste de luto e de aflição, e reveste, para sempre, os adornos da glória vinda de Deus” (Br 5,1 – primeira leitura). E, assim, para responder positivamente, precisamos estar dispostos a morrer para a morte e viver para a vida.

Ou seja, nós, que estamos mortos em nossos pecados, somos chamados a revestir-nos da glória de Deus. Pois bem, façamos a nossa parte, abramos o nosso coração e nos esforcemos de verdade porque Deus é fiel e a sua misericórdia não nos faltará. “Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até ao dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6 – segunda leitura).

Peçamos, que a Imaculada e sempre Virgem Maria, nossa Mãe, nos ajude com sua intercessão a nunca desanimarmos de seguir o caminho de Deus. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C (Pe. Lucas, scj).

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Caros irmãos, iniciando um novo ano litúrgico, celebramos o primeiro domingo do Advento no qual nosso Senhor Jesus Cristo nos chama à esperança. Rezemos e nos deixemos transformar pela advertência que ele nos dá (cf. Lc 21, 25-28.34-36).

Precisamos, antes de tudo, reconhecer que nossa vida é um advento. Pois tudo desta vida, inclusive a existência mesma, é passageiro e tem um fim. Assim, por um lado, image005sempre esperamos que algo bom possa vir desse constante suceder-se. Mas, por outro lado, percebemos como tudo é sempre breve. Portanto, é uma ilusão viver neste mundo como se ele não fosse passageiro. E dessa tentação o Senhor nos previne quando nos adverte: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia [final] não caia de repente sobre vós” (Lc 21,34).

É claro, temos aquelas pequenas esperanças dentro de nós que nos colocam em movimento a cada dia e não nos deixam cair em desespero. Mas, porque elas também passam, precisamos de algo realmente estável para firmar nossa confiança. E, de fato, existe uma grande esperança que é firme e indestrutível; que é capaz de dar um sentido mais profundo a todas as outras e a tudo o mais: Jesus Cristo, vivo e ressuscitado.

Ele é a luz que brilha nas trevas e nos chama do desespero à alegria de uma vida cheia de sentido. Jesus, nossa salvação, que abre os nossos olhos para o real valor de todas as coisas – inclusive da cruz – e nos ajuda a encarar a vida não fechada em si mesma, mas aberta à eternidade que veio, vem e virá. E, no evangelho de hoje, encontramos, nas suas palavras, qual deve ser a nossa postura: “ficai atentos e orai a todo momento” (Lc 21,36a). se estivermos atentos à nossa relação com o Senhor em todos os momentos, encontraremos a rocha inabalável que nos dá a firmeza necessária para vivermos bem.

Peçamos, assim, que, pela intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, nosso modelo dos que esperam em Deus, o Senhor nos mostre seus caminhos (cf. Sl 24,4). À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!