Caros irmãos, o Tempo Pascal já vai adiantado e, já começando a vislumbrar a Solenidade de Pentecostes que se aproxima, a Liturgia nos leva, mais uma vez, ao cenáculo, ao ambiente da última ceia, para estarmos unidos a Jesus (cf. Jo 13,31-33a.34-35). Deixemo-nos, então, questionar pelas suas palavras e conduzir por seu Espírito.

Precisamos notar que o mistério pascal não é divisível: paixão, morte e ressurreição formam uma unidade. O evangelista São João nos mostra isso claramente ao registrar que Cristo, quando estava por entregar-se à morte por amor de nós, disse: “Agora foi icone_crucificadoglorificado o Filho do Homem” (Jo 13,31). Assim, ainda que percebamos sempre um desses aspectos com mais força, devemos sempre ter presente à nossa consciência de que se trata de um todo.

Nesse sentido, a luz da liturgia deste quinto domingo da Páscoa ilumina a nossa vida. Pois, enquanto a primeira leitura traz uma palavra inquietante de Paulo e Barnabé: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At 14,22); a segunda, na magnífica visão do Apocalipse, relata a promessa: “Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes” (Ap 21,4). Ou seja, com os olhos fixos naquele que venceu e que nos prometeu a felicidade sem fim em Si na Jerusalém celeste, podemos enfrentar as dores da morte do nosso egoísmo que nos leva à ressurreição no Amor.

Portanto, quer percebamos com mais força as dores da vida, quer as efêmeras alegrias desta vida nos rodeiem, é sempre tempo de responder “sim” ao Senhor, morrendo para nosso pecado e nos deixando encher da Sua graça, nos tornando, assim, capazes de amar como Ele amou.

Que a bem-aventurada Virgem Maria, a Senhora do “sim”, interceda por nós e nos ajude a viver bem cada um dos dias de nossa vida. Regina caeli, laetare, alleluia: quia quem meruisti portare, alleluia, resurrexit, sicut dixit, alleluia. Ora pro nobis Deum, alleluia.

 

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