Caros irmãos, na Liturgia do décimo quarto domingo do Tempo Comum, vemos Jesus que envia seus discípulos para preparar a sua chegada (cf. Lc 10,1-12.17-20). Deixemo-nos inspirar por nosso Senhor e reforcemos nossa oração pelas vocações ao sacerdócio ministerial.

Ao enviar os 72 discípulos, Jesus diz: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita” (Lc 10,12). As vocações sacerdotais brotam em comunidades que rezam. Não somos uma empresa, nem uma ONG. Somos a Igreja de Cristo. Por isso, mais do que através de downloadestratégias de marketing (por vezes, oportunas), precisamos de cristãos e comunidades cristãs que rezam pedindo vocações, pois um bom sacerdote, um pastor que leva o rebanho para o céu, é um dom que o Senhor dá àqueles que lhe pedem. Peçamos-lhe com toda confiança! Insistamos em nossas orações! Peçamos também pela perseverança e santificação daqueles que já foram ordenados e enviados como cordeiros no meio de lobos (cf. Lc 10,3).

O final do texto evangélico desta liturgia, porém, não pode passar despercebido. Diz o Senhor: “Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu” (Lc 10,20). As maravilhas que foram e são feitas neste mundo em nome de Cristo enchem, de fato, nosso coração de alegria. Mas o que são elas diante da felicidade do céu? Do fato de que reconciliados por Jesus Cristo podemos, nele, participar da vida divina? Peçamos ao nosso bom Deus e Pai que nossos olhos estejam fixos lá onde se encontram nossas verdadeiras alegrias.

Que a bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, interceda por toda Igreja em particular pelos sacerdotes. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!