Caros irmãos, celebrando o décimo quinto domingo do Tempo Comum, a Liturgia nos apresenta a conhecida parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10,25-37). Que o Senhor nos dê um coração semelhante ao seu!

À pergunta “quem é o meu próximo?” (Lc 10,29), Jesus responde com a parábola do Bom Samaritano. Esta nos ensina que devemos nos aproximar daqueles que precisam de nós no caminho da vida – e não simplesmente esperar que eles se dirijam a nós… Os necessitados (material ou espiritualmente) estão em todos os lugares e nosso desafio é ícone Jesus samaritanojustamente deixar a auto referencialidade para ir até eles.

Concretamente, é preciso mais do que boa vontade. Porém, esta é uma palavra que está ao nosso alcance (cf. Dt 30,14 – primeira leitura) porque já fomos alcançados pelo Bom Samaritano. Afundados no lamaçal de nossos pecados estamos semi-mortos e precisamos ser salvos. Acolher o movimento da Graça de Deus em nosso favor significa perceber que o pecado não produz vida, mas morte; e que meio-mortos estamos impotentes e incapazes de nos levantar. Mas o Filho se humilhou e nos reconciliou (cf. Cl 1,20 – segunda leitura): Ele nos reergueu! Portanto, é em comunhão com Ele que seremos capazes de ver e encontrar os que precisam de nós.

Com a Oração Eucarística VI-D, peçamos: “Dai-nos olhos para ver as necessidades e os sofrimentos dos nossos irmãos e irmãs; inspirai-nos palavras e ações para confortar os desanimados e oprimidos”. E que a bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, nos ajude com sua intercessão a amar verdadeiramente os nossos irmãos.

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!