Caros irmãos, na liturgia do décimo oitavo domingo do Tempo Comum, Jesus nos ensina que a vida humana não consiste na abundância de bens (cf. Lc 12,13-21). Em que consiste, então? Peçamos ao Senhor que nos ensine a buscar sempre o Seu Reino em primeiro lugar!

Que a ganância é uma espécie de idolatria, o Apóstolo nos diz na segunda leitura com clareza meridiana (cf. Cl 3,1-5.9-11). Mas não basta apenas que alguém nos diga isso: é preciso meditar essa verdade e reconhecê-la dentro de nós. De fato, em nosso coração Spas_vsederzhitel_sinayexiste a tendência desordenada de buscar segurança e paz nos bens materiais. Problema: a felicidade não se encontra na posse de muitas coisas. Afinal, ouvimos há duas semanas: “uma só coisa é necessária” (Lc 10,42). Note-se, porém que, em si, os bens materiais são bons (como o próprio nome diz); contudo não enxergar a sua limitação e atribuir-lhes um valor superior àquele que eles realmente têm é um problema sério. Todos precisamos humildemente meditar sobre isso.

E como escapar dessa armadilha? Nosso Senhor, através de uma parábola (cf. Lc 12,16b-21), nos indica o caminho seguro da meditação sobre a morte – não só a morte em si, mas a nossa própria morte. Cotidianamente, nós que rezamos a Liturgia das Horas temos essa grata oportunidade nas Completas. Porém todo cristão deveria se dedicar a este pensamento ao menos uma vez por dia: se morresse hoje, que seria de mim? Se soubesse que hoje é meu último dia, teria investido meu tempo e minhas capacidades nas mesmas coisas? E, mais: quem garante que a irmã morte não nos visitará hoje?

Peçamos, assim, que a Bem-aventurada Virgem Maria, Nossa Senhora da Boa Morte, nos ensine a viver bem, na presença de Seu Filho, buscando a verdadeira felicidade dos céus. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

 

 

 

Sugestão de trilha sonora para a meditação:

Requiem Mass in D Minor (K 626), de Wolfgang Amadeus Mozart. Brilhantemente executada pela Orchestre national de France com regência de James Gaffigan: <https://www.youtube.com/watch?v=Dp2SJN4UiE4>.

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