Caros irmãos, no evangelho do vigésimo sexto domingo do Tempo Comum, o Senhor nos ensina a orientar nossa vida para os bens eternos, nos quais se encontra a alegria que não passa (cf. Lc 16,19-31). Peçamos o Seu Espírito para que não vivamos desorientados.

Na parábola do rico banqueteador e do pobre Lázaro, que lemos nesta liturgia, Jesus nos mostra qual o destino daquele que põe nos bens deste mundo a finalidade da sua vida. Não que estas coisas sejam más em si mesmas, mas, breves que são, não podem constituir nossa finalidade, nem nossa felicidade. Sabemos, pela nossa fé, que fomos criados para Deus e só estaremos satisfeitos nele. E mais: fechando-nos às realidades transcendentes, abrimos espaço para tudo aquilo que não convém – pois ninguém pode servir a dois senhores (cf. Lc 16,13).

Tendo encontrado Jesus em Seu infinito amor por nós, para corresponder a este amor, devemos segui-lo, abraçando a cruz cotidiana. É o que podemos entrever na resposta que Abraão dá ao rico que sofre no inferno: “Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado” (Lc 16,25). Quer, por acaso, o Senhor que nos tornemos masoquistas? Evidentemente que não. Mas se alguém, pensando só em si, busca escapar de todo e qualquer sofrimento, não será capaz de amar, de se entregar, de se sacrificar.

Então, seja qual for nosso estado de vida, teremos de nos doar ao próximo por amor a Deus. E isso não é possível se não estivermos dispostos a suportar quaisquer contrariedades… Porém, seremos discípulos do Mestre Jesus, seguindo sua estrada e seu exemplo, isto é, carregando a cruz de cada dia por amor.

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, nossa mãe, interceda por nós hoje e sempre. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

 

Lazaro