Caros irmãos, Jesus nos chama à fé confiante no evangelho deste vigésimo sétimo domingo do Tempo Comum (cf. Lc 17,5-10). Peçamos o auxílio do Divino Espírito Santo para vivermos como bons servos do Senhor. De modo particular nesses dias, ofereçamos nossas orações pelo Sínodo dos Bispos que acontece em Roma.

Depois de ser interpelado pelos seus apóstolos, o Senhor responde dizendo: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria” (Lc 17,6). Provavelmente, a oração dos apóstolos caberia também em nossa boca: “Aumenta a nossa fé!” (Lc 17,5), pois não é difícil que, nos momentos de dificuldade, nos sintamos sem base firme para Grão de mostardacontinuar nosso caminho. Tal prece, em si, não é má. Podemos rezá-la diariamente, como muitos fazem diante da Eucaristia a cada Missa. Porém, precisaremos ainda estar dispostos a ouvir a resposta de Jesus, porque ela nos indica o sinal de que nossa fé está se desenvolvendo – a nossa amoreira começa a ter suas raízes arrancadas da terra.

Pois seguindo nossa tendência para o mal fixamos nosso coração onde ele não deveria estar. Assim, a mudança de vida (conversão) passa por este processo de desenraizamento a fim de que nosso ser seja firmado onde se encontram as verdadeiras alegrias. E isso se dá por um processo de fé, ou seja, de acreditar – de fato – na bondade daquele que nos indica o melhor modo de viver. Em outras palavras: se nos colocamos verdadeiramente debaixo da autoridade do Senhor, fazendo-nos seus servos, confiando que aquilo que ele nos pede é para o nosso bem, pouco a pouco (porque é difícil tirar uma árvore do chão com raiz e tudo), começaremos a nos mover em outra direção – começaremos a saborear uma vida nova.

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, nossa mãe, modelo de fé e fidelidade a Deus, interceda por nós e nos faça bons servos e filhos do Senhor do Universo. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!