Caros irmãos, neste vigésimo nono domingo do Tempo Comum, Jesus nos exorta à oração perseverante (cf. Lc 17,5-10). Peçamos, assim, ao Senhor que nos sustente com sua graça. Não esqueçamos de manter em nossa oração a intenção pelo Sínodo dos Bispos que acontece em Roma, para que este apresente ao Santo Padre proposições que o ajudem a levar a alegria do evangelho aos povos dos diversos países que compõem aquela região.

Na liturgia, é o próprio evangelista nos dá a chave de leitura para nossa oração que a parábola da viúva e do juiz injusto foi contada por Jesus para mostrar aos discípulos a Viúva e juiz.jpgnecessidade de rezar sempre e nunca desistir (cf. Lc 18,1). Ou seja, a mensagem central do evangelho deste domingo é: precisamos rezar sempre e sempre e nunca desanimar. Porém, atenção: na parábola, tomamos o lugar da viúva que insiste perseverantemente no pedido ainda quando não recebe a devida atenção. Mas Deus não é comparável ao juiz iníquo. Pelo contrário, Ele é o Pai das misericórdias que nos conhece, ama de maneira extraordinária, nos acolhe e jamais nos abandona.

Assim sendo, por que, então, tantas vezes não somos atendidos da maneira que esperávamos ser? As respostas poderiam ser muitas. Contudo, consola-me o fato de saber que o Pai quer e realiza nosso bem ainda que, para tanto, seja necessário nos contrariar. E, então, ficam claros os motivos pelos quais devemos rezar sempre: porque dependemos dele em tudo, até para entrarmos em oração. Em outras palavras, sem o Espírito Santo não somos capazes nem de buscar a presença de Deus. Sem a sua graça ou não encontramos tempo ou falamos às paredes em nossa distração. Mas, se Ele nos socorre, somos capacitados a buscá-lo e a nos colocar na presença do Senhor – e isso é oração.

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, nossa mãe, interceda por nós a fim de que, a cada dia, busquemos constantemente e cada vez mais estar na presença e fazer a vontade de nosso Pai que está nos céus. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!